HISTÓRICO DE MESSEJANA E DA IGREJA

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HISTÓRICO

Messejana originou-se de uma aldeia de índios Potiguaras que, segundo o historiador cearense Antônio Bezerra, no seu livro, "Algumas Origens do Ceará", já existia antes da chegada do capitão-mor Pero Coelho de Souza em 1603.

Em 1607, procedentes de Pernambuco e em trânsito para o Maranhão, chegavam ao Ceará, os padres Francisco Pinto e Luís Figueira, missionários da Companhia de Jesus. Eles desembarcaram próximo à foz do rio Jaguaribe em companhia de alguns índios cristianizados. (O Pe. Francisco Pinto já era conhecido e querido dos índios locais, tendo em vista haver estado entre eles em missão catequética). De Jaguaribe rumaram a pé, sempre afastados da costa, seguindo a rota que os indígenas conheciam para alcançar o Maranhão. À medida que caminhavam, "Iam reforçando a comitiva de novos selvagens parentes ou conhecidos que já vinham agregados a ela". Chegando à primeira aldeia potiguara, que mais tarde receberia o nome de São Sebastião da Paupina, os missionários se "limitaram apenas em comunicar-se com os índios e instruí-­los, e os deixando sossegados, prosseguiram viagem".

Conforme o Barão de Studart, na sua obra "Francisco Pinto e Luis Figueira", no dia 11 de janeiro de 1608, o Pe. Francisco Pinto era trucidado pelos índios Tocajirus. Diante disso, o Pe. Luís Figueira desistiu de prosse­guir viagem e, a 19 de agosto desse mesmo ano embarcou para o Rio Grande do Norte. Escreveu o livro "Relação Maranhão", narrando a dramá­tica viagem que fizera a Ibiapaba com o Pe. Francisco Pinto, resultando na morte deste.

De acordo ainda com o Barão de Studart na "Revista do Instituto Histórico do Ceará", Tomo XXXVIII, na seca de 1612, os índios do Jaguaribe, acreditando que o Pe. Pinto, por milagre, poderia fazer chover, foram a Ibiapaba, examiaram-lhe os ossos e "os trouxeram para umas aldeias de índios". "O chefe Potiguara, Felipe Camarão, beijou e abraçou reverentemente os despojos e fez construir uma igrejinha especial para onde foram levados num andor em procissão e ali sepultados" (esta igrejinha parece ser a primeira igreja de Messejana no local onde é hoje o centro de formação).

Segundo o historiador jesuíta Serafim Leite, citado por Aires de Montana na "Revista do Instituto Histórico do Ceará", a palavra Paupina seria a aglutinação do nome de Padre Pinto (Pai Pina), tratamento que os selvagens dispensavam à memória do grande missionário.

Conforme Guilherme Studart , em "História do Ceará", o nome Paupina foi substituído por Vila Nova Real de Messejana da América, inaugurada em 10 de janeiro de 1760, conforme ata assinada pelo Desembargador Ouvidor Geral da Comarca de Pernambuco Bernardo Coelho da Gama Casco, juiz executor da diligência. A palavra Messejana, segundo José de Alencar ("Iracema", 2a edição), é de origem Tupi e significa "Lagoa ao abandono" e deve ser escrita com C - Mecejana . Todavia, é um vocábulo de origem portuguesa, tendo que ser escrito com SS. Messejana.

Foi a partir de 1870 que teve o início o processo de urbanização, transformando a vila em município, mas uma outra recolocou Messejana novamente na condição anterior até 1921, quando Justiniano de Serpa a rebaixou de novo a distrito. Vários fatores ajudaram a desenvolver o referido distrito: o comércio, a produção de algodão e o seu escoamento para Fortaleza para ser exportado, o trabalho de libertação dos escravos de Messejana, fato este graças à "Sociedade das Libertadoras Cearenses", movimento que teve participação efetiva de mulheres da terra de Iracema.

O bairro também foi berço de nomes ilustres como o escritor José Martiniano de Alencar e o ex-presidente Castelo Branco.

A primitiva freguesia de Messejana foi criada pelo Bispo de Olinda, Dom Francisco Xavier Aranha, a 05 de fevereiro de 1759, e inaugurada a 10 de janeiro de 1760, com a criação da vila nova real de Messejana da América, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, invocação esta já adotada pelos jesuítas desde a edificação da capela primitiva construída pelos mesmos em 1750. Perdurou como Freguesia durante 90 anos.

A quatro de agosto de 1849, pela lei 485, a freguesia de Messejana juntamente com o vigário Pe. Pedro Antunes de Alencar foi transferida para Maranguape sob a invocação de Nossa Senhora da Penha. A igreja matriz da freguesia Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Messejana, passou mais de duas décadas como simples capela, assistida pelo vigário de Maranguape e seus auxiliares que eram enviados a Messejana a fim de suprirem as deficiências maiores.

A atual Paróquia de Messejana é proveniente da lei 1445 de 12/10/ 1871, porém, só instituída canonicamente a 20 de fevereiro de 1873, conforme provisão episcopal de D. Luis Antonio dos Santos.

Em 1938, assume a paróquia de Messejana o Pe. Francisco Pereira da Silva que permanecendo por mais de 40 anos, foi autor de grandes empreendimentos: Reforma da Igreja abrindo uma arcada maior, entre a nave e o altar­mor, montagem do relógio na torre, construção do salão Paroquial inaugurado a 31/08/1954 com o nome Pio X, em homenagem a Sua Santidade o Papa, construção da casa Paroquial, hoje secretaria paroquial e o Patronato Pe. Luiz Barbosa Moreira

Monsenhor Antônio Souto, cativante e acolhedor, iniciou seu pastoreio visitando durante a semana, todas as noites as comunidades, sobretudo mais distantes com seu carro-som fusquinha. Sua passagem em Messejana ficou inesquecível: Através das celebrações eucarísticas foi convocando as pessoas e construindo comunidades. Implementou o ECC, movimento que engajou vários casais em pastorais, CEBs, movimentos e sindicatos, apoiou a criação da escola de catequese para catequistas (A escola de catequese formou várias turmas de catequistas e funcionou de 1985 até 1992. Os dois últimos anos em Lagoa Redonda ).

Incentivou a festa dos padroeiros nas comunidades, a Festa da padroeira Nossa Senhora da Conceição com grandes caminhadas todas as noites vindas das mais distantes comunidades. Contribuiu ainda através de projetos de construções de templos nas comunidades que iam se organizando. Construiu a quadra no terreno ao fundo da casa paroquial, que serviu para importantes momentos de Assembléias e encontros tais como as semanas de arte que aconteciam no mês de julho e eram promovidas pela pastoral de Juventude. Em 1986, acolhendo uma solicitação das CEB 's, cedeu uma casa para ser centro de formação da Região Metropolitana llI. Sua inauguração aconteceu em 1987.

Em 1990, assume a Paróquia o Pe. José Maria Cavalcante. Em 1991, Pe. Álvaro e Pe. Ribamar foram residir no Parque S. Miguel e o Pe. Gilson Soares foi nomeado vigário paroquial de Messejana. Frei Martins (OFM) e o grupo de jovens iniciaram um trabalho de presença na Lagoa Redonda. Neste mesmo ano pela decisão da Assembléia Paroquial e depois regional a Paróquia de Messejana foi descentralizada em sete áreas pastorais: Palmeiras, Barroso, Guajeru, Lagoa Redonda, Pisando no Chão Novo (São Miguel, São Bernardo), área da BR e área Centro (Matriz).

Entre 1992 e 1995 assumiram a paróquia os Monges Beneditinos. No dia 02 de julho de 1995 assume como Pároco Pe. Alderi Leite. Neste mesmo dia aconteceu uma assembléia no centro de Formação D. Aloisio Lorcheider, definindo "oficialmente" as áreas a nível pastoral com seus respectivos padres e sua autonomia Pastoral. No dia 10 de fevereiro de 2006 Padre Daniel Morais assume a Paróquia de Messejana.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição
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