Como inserir legumes e verduras na alimentação infantil?

 

 

 

Inserir verduras, legumes e outras opções saudáveis na alimentação das crianças nem sempre é uma tarefa fácil para os pais. Seja pela publicidade que é feita em cima dos produtos industrializados ou por uma simples questão de sabor, muitas vezes as crianças em fase de crescimento acabam preterindo os alimentos naturais, o que pode contribuir na criação de um hábito alimentar não tão saudável e inadequado.

 

Segundo a nutricionista Margareth Xavier, os hábitos de vida se formam na infância e com a alimentação não é diferente. "Se a criança tem acesso a alimentos saudáveis, provavelmente, desenvolverá o hábito de consumi-los", afirma.

 

Confira algumas dicas de como facilitar a introdução de legumes, verduras e outros alimentos na alimentação das crianças.

 

Produção participativa: várias atividades poderão estimular o consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e cereais, dentre as quais a participação da criança na arrumação do prato de salada do qual a família irá se servir. Algum adulto deverá higienizar adequadamente os vegetais e disponibilizar para que a criança os organize na saladeira ou em alguma bandeja. Esse procedimento ainda traz como benefício o desenvolvimento da autoestima.

 

Misturar alimentos: a mistura de hortaliças em receitas de carnes, molhos e sopas pode ser interessante, desde que esse procedimento não seja utilizado para esconder o alimento, mas sim para realçar suas características sensoriais.

 

Explorar o lúdico: variar as receitas e apresentá-las de forma atraente, com escolha de alimentos de cores diferentes, pode favorecer a aceitação dos alimentos, pois o dito popular de que “primeiro se come com os olhos” é uma verdade e a criança se sentirá atraída por pratos coloridos e que ressaltem temas infantis.

 

Diálogo: o momento da refeição deve ser prazeroso. As preparações do cardápio da família devem estar disponíveis à mesa para que todos se sirvam. O adulto deverá oferecer as preparações para a criança e, caso ela recuse, não deverá insistir, mas poderá variar a receita com o alimento recusado em outras ocasiões, oferecendo à criança a oportunidade de conhecer aquele alimento.

 

Não forçar: forçar a criança a consumir algum alimento poderá gerar um trauma futuro e desenvolver aversão por determinados alimentos e até por alimentação de um modo geral.

 

Adultos servem de exemplo

 

Para facilitar a introdução de alimentos saudáveis na dieta das crianças, não basta conscientizá-las: elas têm que seguir o exemplo. De acordo com Margareth, os adultos formam o primeiro grupo social do qual a criança faz parte e são modelos que vão desenvolver o aprendizado da cultura alimentar.

 

"Se a alimentação da família for variada, contendo alimentos saudáveis, e se as refeições ocorrerem em momentos de harmonia e prazer, a criança terá boas referências sobre a alimentação e haverá maior probabilidade de repetir o que aprendeu com sua família em sua vida, quando já tiver mais autonomia para suas escolhas", orienta a nutricionista.

 

Fonte - Idmed

 





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