Você sabia que alguns alimentos causam a enxaqueca? Saiba quais são eles
Quem nunca sofreu com uma crise de dor de cabeça? O neurologista Dr. André Felício explica que, ao longo da vida, é estimado que todo mundo tenha, no mínimo, um episódio de dor de cabeça, especialmente a enxaqueca. Este tipo de cefaléia interfere de forma bem significativa na qualidade de vida, alterando o humor e diminuindo a produtividade nos estudos ou no trabalho.
O que poucas pessoas sabem é que há vários fatores que desencadeiam a enxaqueca, como alguns alimentos, dentre eles:
1 - Glutamato monossódico, que realça o sabor de alimentos industrializados.
2 - Condimentos e aditivos existentes em produtos enlatados, defumados e carnes processadas.
3 - Queijos amarelos e outros derivados do leite.
4 - Chocolate.
5 - Adoçante à base de aspartame.
6 - Molho vermelho de massas e pizzas.
7 - Salsichas.
8 - Pães e biscoitos de água e sal com queijo e nozes.
9 - Nozes e outras sementes.
10- Cafeína (embora em alguns pacientes, na verdade, melhorem as crises com ela).
É difícil perceber se foi um determinado alimento que desencadeou a enxaqueca. Cabe ao paciente associar a ingestão do alimento com o desencadeamento da crise ou mesmo notar se as crises cessam ao evitar esse alimento.
Uma maneira fácil de lembrar quais alimentos desencadeiam enxaqueca é pensar no cardápio principal das grandes lojas de fast-food, um "prato cheio" para as crises. Por outro lado, os alimentos que devemos incentivar enxaquecosos a ingerir são: carnes, aves e peixes frescos, queijo branco, leite desnatado, pães brancos, aspargos, cenoura, beterraba, espinafre, tomate, brócolis, alface, ameixa, maçã, damasco, pêssego e pera.
Os principais fatores que contribuem para que determinados alimentos desencadeiem a enxaqueca são as características dos próprios alimentos (como a capacidade de promover vasodilatação) e a susceptibilidade genética, motivo pelo qual nem todos os enxaquecosos desenvolvem crises quando expostos ao mesmo tipo de alimento /produto, ou pior, no caso da cafeína, alguns melhoram e outros pioram. Em alguns casos, a enxaqueca deflagrada pela alimentação pode indicar até outros problemas, como intolerância à lactose ou doença celíaca.
O fato de a dor ser desencadeada ou não por um alimento não muda o tratamento da crise aguda, na qual se usam medidas comportamentais (repouso, pouca luz) e farmacológicas (analgésicos específicos para enxaqueca, como os triptanos). A questão diz respeito à prevenção, na qual, futuramente, o indivíduo deve ser orientado a evitar a exposição a este fator desencadeante.
Em geral, o tratamento da enxaqueca crônica leva em consideração orientar o paciente a reduzir o uso de analgésicos e tomar medicações preventivas para dor por, pelo menos, seis meses, ininterruptamente. Normalmente, levamos em consideração as comorbidades do indivíduo para escolher este preventivo.
Assim, é importante que o indivíduo com dor de cabeça reconheça que, muito mais do que se automedicar, o fator determinante no sucesso do tratamento será reconhecer a dor em toda sua complexidade, por exemplo, seus fatores desencadeantes, como os alimentos, e que procurar o auxílio de um profissional médico para isto será sempre o melhor caminho.
Fonte – Idmed
Veja também o Portal Messejana nas redes sociais: