Como você escolhe quem vai promover?

 

 

 

A velha discussão: como promover, quem promover?

 

Como evitar que um ótimo técnico seja promovido para um cargo de gerência e não corresponda à expectativa de quem o promoveu? Mais ainda, que ele mesmo se sinta frustrado ao se distanciar do que mais gosta de fazer (o trabalho individual e/ou técnico..)?

 

Minha opinião?

 

Quem já plantou sementes, tem crédito na relação de reciprocidade com quem o rodeia. Promova quem tem 5 qualidades:

 

- é respeitado pelo caráter

- é respeitado pela competência

- compartilha conhecimento - e gosta de fazer isso

- fala naturalmente em nome e em prol do grupo

- sabe lidar com prazos e prioridades

 

Dar o exemplo no dia-a-dia, compartilhar o que é útil, dinamizar "o grupo" e bem atender e definir prazos e prioridades são, sim, indícios de um futuro bom gerente... Não lhe parece?

 

Sua motivação é interior ou exterior?

 

Sua motivação para o trabalho parte de onde? Do seu interior ou do meio externo? Você precisa ter motivação da empresa, da chefia, dos pares, dos subordinados? Ou você se motiva a partir do seu propósito e da sua própria satisfação profissional e pessoal em trabalhar onde, no que e com quem trabalha?

 

Dependência leva à impotência. Já dependemos tanto dos outros.. das demais áreas da empresa para assistir  ao cliente, das chefias para autorizar o que queremos, dos subordinados para atender o que determinamos.. no ritmo que queremos..

 

Depender também da motivação exterior para o nosso próprio movimento, atrasa um progresso que seria maior e mais rápido se entendêssemos firmemente a própria definição de motivação: "espécie de energia psicológica ou tensão que põe em movimento o organismo humano, determinando um dado comportamento".

 

A pergunta então é: que tipo e velocidade de movimento você deseja imprimir à sua vida?

 

Você é gerador ou distribuidor de renda?

 

Qual é o seu perfil profissional?

Gerador de renda ou distribuidor de renda?

 

Os geradores de renda pensam e agem com a meta central de produzir renda, receita. Trabalham nos produtos e serviços a vender, focam no para quem e no como vender.

 

Os distribuidores de renda pensam e agem para distribuir, gastar renda. A geração da receita não é o foco principal deles, o foco está em como e no que gastar.

 

Geradores de renda vendem para produzir. Distribuidores de renda gastam sem provisão ou firme compromisso com a geração da renda que viabilizará o gasto.

 

Com a devida cautela, o estereótipo para cada perfil seria o do profissional que trabalha no meio privado versus o profissional que trabalha no meio público (lembrando: estereótipos são visões padronizadas e simplificadas de grupos, portanto devem ser vistos com muita cautela!). Empresas privadas com fins lucrativos demandam profissionais que têm que gerar receita (ou reduzir custos, com o fim de gerar maiores margens). Somos cobrados por isso e é muito natural trabalharmos com orçamentos de entradas e saídas, pensarmos em gerar receita "antes" de pensar em gastar a receita gerada.. Já empresas públicas não exercem tamanha pressão em seus profissionais..

 

Mas... a regra é válida, só que não para todos.. Embora parte do que somos venha das cobranças que nos fazem ao longo dos anos, há muito profissional do meio público que faz a contabilidade mental do gerar versus gastar receita, assim como há muito profissional do meio privado que não se sente compromissado à geração da renda, da receita da empresa em que trabalha.

 

Eu? Sou uma geradora de renda. E você?

 

A escuta passiva é a mais ativa de todas.

 

Discorda?

 

Escuta passiva é aquela em que ouvimos, 100% ouvimos, sem interrupções, sem precipitações, dando tempo ao interlocutor para falar e, ele próprio, se ouvir.

 

Escuta passiva é aquela em que, enquanto ouvimos, não pensamos no que vamos falar a seguir, não concordamos nem discordamos. Naqueles instantes, simplesmente ouvimos, completamente atentos ao que ouvimos e a quem ouvimos.

 

Só quando assim ouvimos - não como o sujeito ativo, mas como espectadores de quem nos fala - é que temos a chance de ajudar a quem nos fala (nossos clientes, associados, fornecedores e outros) exatamente naquilo em que eles mais precisam de alguém para, depois, responder e agir, além de ouvir...

 

 

Aísa Pereira





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