Messejana lembra fundador do bairro,
padre Francisco Pinto

 

 

 

Os 403 anos de Fundação da Aldeia de Paupina, atual bairro Messejana, foram lembrados dia 8 de março de 2010, durante a tradicional missa na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, celebrada pelo vigário geral da Pastoral de Messejana, padre Daniel de Souza. Hoje Messejana está com 406 anos!

 

A cerimônia relembrou a memória do padre Francisco Pinto, missionário jesuíta que fundou a Aldeia de Paupina em 1607, mais tarde São Sebastião de Paupina, até se transformar em Messejana ou Grande Messejana, como é conhecida hoje. Na ocasião, também houve um agradecimento ao Governo Regional dos Açores (onde se localiza Angra, local de origem do padre Francisco Pinto) pela doação de uma Coroa e Bandeira Real do Divino Espírito Santo, instalada na Matriz de Messejana, em 8 de março de 2009.

 

Na celebração, representantes femininas do bairro falaram em nome do Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje. Houve também uma reverência à Nossa Senhora da Conceição e à Iracema, em homenagem às mulheres e numa alusão à fusão entre as culturas portuguesa (que trouxe a igreja católica para o local) e indígena, muito presente na localidade.

 

A programação, sóbria por causa da Quaresma, contou ainda com o batismo de 12 crianças, simbolizando a renovação da fé, e com a partilha de um bolo entre os participantes.

 

O nome Paupina surgiu da forma como os índios chamavam padre Francisco Pinto (Pai Pinto). Hoje, com a evolução do bairro, Paupina tornou-se uma localidade dentro da Grande Messejana, situada no entorno da Lagoa de Paupina, simbolicamente o que restou do nome original. Também fazem parte da região global do bairro, o núcleo central de Messejana (onde está localizada a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição), Conjunto São Miguel, Curió, Santa Maria e Pedras.

 

Um dos pontos históricos mais significativos de Messejana é a tradicional feira que, há mais de 300 anos, é montada no entorno da igreja matriz, assim como a missa das 6 horas, aos domingos, a primeira do dia. Conta o jornalista e historiador Adauto Leitão (foto) que, entre os fieis, estavam os feirantes os quais chegavam ali por volta das 5 horas para erguerem suas barracas e assistiam à celebração de padre Francisco Pinto. Na feira, são vendidos frutas e cereais, comidas típicas, como tapioca.

 

Outra questão relevante do bairro é a fusão visível entre as culturas portuguesa e indígena, a partir do nome Messejana (Mess+jana), que significa “missão e luar” , numa alusão às missões jesuítas, vindas de Portugal, e a lua, astro reverenciado pelos índios como fonte de grande força espiritual.

 

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