Centro de Eventos agenda festival internacional de música para 2013

 

 

 

Segundo secretário Bismark Maia, equipamento deverá receber grande festival internacional de música no segundo semestre de 2013. Com área de mais de 150 mil m2, CEC tem espaço generoso mas não possui estruturas específicas, como teatro ou auditórios, o que encarece o custo das produções

 

O Centro de Eventos do Ceará (CEC) deverá sediar um grande festival internacional de música no segundo semestre de 2013. A informação é do secretário de Turismo Bismark Maia, que diz ter sido procurado por alguns empresários e produtores da área cultural para uso do equipamento. “Há uma boa relação de grandes empresários que estão nos procurando para promover shows no Centro de Eventos”, afirma. “Um deles está bem adiantado, um festival com grandes nomes internacionais, no segundo semestre de 2013”, adianta.

 

Apesar de não possuir palco fixo, teatro, cinema ou auditório, o Centro de Eventos do Ceará (CEC), por conta de sua área de mais de 150 mil m2, tem capacidade para receber grandes eventos. Entre eles, shows musicais, a exemplo do evento-teste que trouxe Jennifer Lopez e Ivete Sangalo, no último dia 30 de junho; e do show com o tenor Plácido Domingo na última quarta-feira. Além disso, bandas como Timbalada, Aviões do Forró e Paralamas do Sucesso também já se apresentaram no CEC no último fim de semana em eventos fechados.

 

Por enquanto, além dos eventos de música e do Giro Cultural, que marca a inauguração oficial do equipamento amanhã à tarde – com dezenas de atrações artísticas, lúdicas e esportivas -, apenas a X Bienal Internacional do Livro do Ceará está confirmada para o Centro de Eventos do Ceará. Marcada para acontecer entre os dias 8 e 18 de novembro deste ano, de acordo com a Secretaria de Cultura do Estado (Secult), a feira é o único evento programado pela pasta para ocorrer no CEC e deve ocupar uma área 23 mil metros quadrados, com 180 estandes.

 

Além do maior evento literário do Estado, Bismarck cita também grandes eventos de moda que estarão na agenda cultural do CEC. Um deles é o Dragão Fashion, principal semana de moda conceitual promovida na Cidade, que este ano ocupou 10 mil metros quadrados no Centro de Convenções. Segundo a coordenadora administrativa do evento, Pollyana Vieira, “o Centro de Eventos é o local ideal para o Dragão acontecer, só que o custo é bem mais caro do que no Centro de Convenções”, pondera.

 

De acordo com o titular da Setur, órgão responsável pela administração do Centro de Eventos do Ceará, a cobrança pela locação diária do espaço será feita de acordo com o tamanho, o tipo de evento e os dias de ocupação. “Mas vai ser basicamente pelo metro quadrado, em torno de R$ 2,00 (por m2/dia), dependendo do evento”, diz. Segundo Pollyana, para a edição deste ano do Dragão, o valor pago por metro quadrado no Centro de Convenções foi de R$ 1, 25 a diária – foram cinco dias de desfiles. Para a próxima edição, serão desembolsados cerca de R$ 2,50 por metro quadrado/dia do novo Centro de Eventos. Um aumento de 100%. “É isso que a gente está avaliando. Com certeza precisa de uma readequação”, afirma a coordenadora.

 

Para o diretor da Bienal Internacional de Dança do Ceará, Davi Linhares, o espaço do CEC é grande e poderia sediar grandes eventos artísticos. Entretanto, faltam locais específicos com estrutura adequada, como um bom teatro. O CEC “tem espaço, mas não tem teatro”, diz. “Precisaria ter pelo menos um teatro pra umas mil pessoas, com condições de receber grandes espetáculos. A gente teria de montar toda uma estrutura de palco, de luz e isso é complicado”, aponta o realizador.

 

Guerra e Paz

 

Davi ressalta ainda o fato de o Centro, localizado na Avenida Washington Soares, ser afastado dos espectadores. “O púbico da gente está no entorno do Dragão, do Theatro José de Alencar. E eu acho importante que a gente continue lá. A Bienal trata da Cidade pra também revitalizar os espaços, é uma forma de mostrar pras pessoas que a gente precisa criar condições”, frisa.

 

Ainda para este ano, cogita-se a vinda a Fortaleza dos painéis Guerra e Paz, principal obra do pintor brasileiro Candido Portinari. Doado para a Organização das Nações Unidas (ONU) em 1956, os quadros ficavam em exposição na sede da ONU, em Nova York. Por causa de uma reforma no edifício, que deve durar quatro anos, o governo brasileiro está promovendo mostras itinerantes da obra dentro do Projeto Guerra e Paz.

 

Embora a negociação da vinda dos painéis ainda não esteja encerrada, segundo Bismarck ela está bem encaminhada. “Eles (organizadores do projeto) deram como certo e estamos esperando. A nossa parte nós cumprimos que foi liberar a agenda de eventos em outubro”, confirmou o secretário. O pé direito alto do CEC seria suficiente para abrigar os painéis de 14 m de altura e a passarela interna, que liga um pavilhão a outro, proporcionaria uma contemplação em altura mediana, diferente dos outros locais por onde a obra já passou, em que a visualização se dá apenas do nível do chão.

 

Fonte – O Povo





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