Instrumentos digitais permitem estudar música sem perturbar a vizinhança
Se você tem vontade de aprender a tocar bateria, mas tem certeza de que sua mãe e seus vizinhos não iriam gostar, saiba que existem instrumentos digitais equivalentes que são menores e têm entrada para fones de ouvido.
Esses equipamentos imitam instrumentos de sopro, corda, percussão etc. Um piano, por exemplo, pode emitir sons de flauta e de bateria.
Apesar de esse tipo de instrumento existir desde a década de 1960 (no caso, os sintetizadores, que são em forma de teclado), atualmente é possível encontrá-lo em forma de acordeões, baterias e órgãos e, além das entradas de fones, possuem entradas para cartões de memória e USB, em alguns casos.
Os sons são gravados a partir de instrumentos acústicos e associados às teclas do digital. Esse tipo de equipamento não desafina, porque o som é emitido por meio de sensores em vez de cordas ou couro - como em alguns tipos de percussão, explica Nelson Bonfim, especialista de produtos da Roland.
Alguns modelos facilitam o aprendizado, como o acordeão FR-2 (R$ 5.999). Com ele, obtém-se o som de oito tipos de acordeões.
O FR-2 pesa
Há ainda adaptadores para passar a música de sua guitarra normal para o PC, como o Guitar Link USG102.
DJ
Para amadores e profissionais animarem festas, há diversas interfaces para mixar as músicas sem ter de usar vinis, como o X-ponent (R$ 2.135), da M-Audio são dois círculos de borracha com menos da metade do diâmetro de um bolachão tradicional.
"Esse é um tipo de equipamento mais para quem é "DJ do quarto" ou para quem faz apresentações em empresas", diz Wagner Ribeiro de Souza, o DJ Patife, que discoteca desde 1995 e, apesar de usar CDs, prefere manipular vinis. "[O X-ponent] pode ser para um DJ profissional. Mas, para mim, o set-up [a área em que o DJ toca] fica muito vazio."
Além disso, ele diz que, por ter dois canais, há limitações. "Não dá para ligar um microfone, por exemplo."
Camila Rodrigues