Dia do Hino Nacional Brasileiro
13 de abril

Ele foi tocado pela primeira vez em 1831 e só em 1909 ganhou a letra de Joaquim Osório Duque Estrada.
Em 300 anos de história, o Brasil, a rigor, não teve hino algum que fosse seu.
A história do Hino Nacional Brasileiro é pouco divulgada e geralmente se limita a uma breve referência aos autores da letra e da música.
Para comemorar a abdicação de D. Pedro I, forçada pelo clamor dos patriotas, Francisco Manuel da Silva refez o hino, que criara em 1822, para saudar nossa emancipação política e que se transformou num grito de rebeldia da Pátria livre contra a tutela portuguesa.
Por mais incrível que pareça, durante quase um século, o Hino Nacional Brasileiro foi executado sem ter, oficialmente, uma letra.
As muitas tentativas de acrescentar um texto à música não vingaram.
Somente em 1906, Coelho Neto propôs à Câmara dos Deputados que fosse dado ao Hino Nacional um só poema, proposta esta que só se concretizou 16 anos depois. Assim a letra definitiva do Hino Nacional foi escrita em 1909, por Osório Duque Estrada. Porém só foi oficializada por Epitácio Pessoa em 1922, às vésperas do 1º Centenário da Independência. Por ter sido originalmente criada para execução em orquestra, a música foi adaptada para também poder ser cantada.
Em 1922, no ano do centenário de nossa Independência, foi adotado com a letra do poeta, professor, crítico literário, integrante da Academia Brasileira de Letras e jornalista carioca Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927), vencedor de um concurso público para a escolha da letra.
Um dos Hinos mais bonitos do Planeta, se não o mais bonito.
Escrito de forma rebuscada e para a maioria de difícil compreensão.
Abaixo uma "tradução" do Hino Nacional Brasileiro, de forma direta, para mais fácil compreensão do significado desses versos, demonstrando o quão belo é o nosso Hino.
Hino Nacional Brasileiro
I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
“Às margens plácidas (mansas) do (Riacho) Ipiranga, ouviram o brado retumbante (impetuoso, forte) de um povo heróico,
e, nesse instante, o sol da liberdade brilhou
em raios fúlgidos (resplandecentes) no céu da Pátria.”
Se o penhor desta igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
“Se conseguimos conquistar com braço forte
o penhor (compromisso, a garantia) dessa igualdade
o nosso peito desafia a própria morte, em teu seio, ó liberdade.”
Ó Pátria amada
Idolatrada. Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
“Brasil, um sonho intenso,
um raio vívido (ardente)
de amor e de esperança à terra desce,
se a imagem do Cruzeiro (Constelação austral, característica de nosso hemisfério) resplandece
em teu formoso céu risonho e límpido (limpo).”
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
“Gigante pela própria natureza,
és belo, és forte, (és) impávido (destemido)
colosso (de enormes dimensões),
e essa grandeza espelha o teu futuro.
Brasil, ó Pátria amada,
és tu, terra adorada,
entre outras mil!
Brasil, Pátria amada,
és mãe gentil dos filhos deste solo!”
II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
“Deitado eternamente em berço esplêndido (deslumbrante, cheio de riqueza),
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras (cintilas), ó Brasil, florão (preciosidade) da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!”
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
“Teus risonhos (e) lindos campos têm mais flores do
que a terra mais garrida (mais alegre, faceira ).
No teu seio, nossos bosques têm mais vida, e nossa
vida (tem) mais amores.”
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
Paz no futuro e glória no passado.
“Brasil, o lábaro estrelado (a bandeira com as estrelas),
que ostentas (exibes com orgulho)
seja símbolo de amor eterno
e o verde-louro desta flâmula
(verde e amarelo desta bandeira) diga:
Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
“Mas, se ergues a clava forte (arma pesada) da justiça,
Verás que um filho teu não foge à luta,
(verás que) quem te adora, não teme a própria morte.”
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
“Brasil, ó Pátria amada,
és tu, terra adorada entre outras mil.
Brasil, Pátria amada,
és mãe gentil dos filhos deste solo.”
Obs.: Os versos entre aspas e com a fonte verde, como destaque, foram retirados do Poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias
Colaboração – Casusa Neto