Sobrado abre exposição do projeto Residências em Fluxo
A artista pernambucana reflete sobre a cidade como um lar.
Os fortalezenses moram em casas, apartamentos, barracos ou em Fortaleza? Após a porta ainda é casa? As praças são os quintais? O olhar de Katalina Leão se veste de forasteiro com Residência e imprime sobre a cidade uma percepção particular e pretende, por meio da arte contemporânea, refletir parte da cidade como um lar.
Katalina é recifense há 27 anos e esteve na Alemanha por dois anos, onde frequentou a Escola de Belas Artes e aprimorou o idioma, mas ela fala mesmo é o português agudo dos pernambucanos e, claro, de arte. Selecionada em um programa de residência artística, a artista visual passa um mês inteiro (julho) na capital cearense e no fim da trajetória, uma exposição ficará aberta ao público no Sobrado Dr. José Lourenço, no Centro.
A ideia é transformar a própria cidade
A performance única, selecionada entre cinco propostas pensadas pela artista, consiste em oferecer um banquete ao público fortalezense na tradicional e histórica Praça do Ferreira, palco dos passos cotidianos de muitos habitantes. No vídeo, uma bailarina desenvolve movimentos corporais, encantada com uma cena cotidiana num banheiro. Na exposição, que será lançada no dia 24, no Sobrado Dr. José Lourenço, quinze fotos ampliadas de registro da performance ocuparão o mesmo espaço da projeção do vídeo, que se repete infinitamente.
O programa Residências em Fluxo é realizado pelo recifense Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) em parceria com a Usina Cultural Energisa (João Pessoa) e o Sobrado Dr. José Lourenço (Fortaleza) e é financiado pelo Banco do Nordeste, através do Programa BNB de Cultura 2010.
Coordenação de Comunicação - Secult