Secult/CE relança obras de Antônio Sales e Gustavo Barroso na ACL

 

 

 

Os livros Minha Terra (1919), Retratos e Lembranças (1901-1937), de Antônio Sales, e O Livro dos Enforcados (1939), de Gustavo Barroso, serão relançados nesta terça-feira (30) pela Secretaria da Cultura do Ceará. A solenidade será da Academia Cearense de Letras (Rua do Rosário, nº1 - Centro), às 19 horas, e conta com apresentação do escritor Sânzio de Azevedo. Os livros passam a integrar a Coleção Nossa Cultura, que já publicou mais de oitenta títulos (entre eles,  as coleções Juvenal Galeno: obra completa e Moreira Campos: conto completo). Os livros estarão a venda por R$10.

 

Os três livros reeditados datam do início do século XX e já estavam esgotados. Minha Terra é considerado o melhor livro de poemas de Antônio Sales, e teve sua última reedição em 1968. Retratos e Lembranças 1938, que também já estava esgotado, reúne lembranças e impressões do autor sobre inúmeros escritores e intelectuais com quem conviveu, entre eles, Machado de Assis, Capistrano de Abreu, Rodolfo Teófilo e Juvenal Galeno.

 

Já a obra de Gustavo Barroso, O Livro dos Enforcados, é composto de contos baseados em dois ensaio do historiador Paulino Nogueira, que relatava casos de enforcamentos. Sânzio de Azevedo destaca que a obra não está entre as mais badaladas de Gustavo Barroso – que tem Praias e Várzeas (1915) e Alma Sertaneja (1923) como seus melhores livros de contos - mas é importante por resgatar histórias reais de enforcamentos e ficcionalizá-las. “Gustavo Barroso cria diálogos sobre os crimes, cria personagens e faz como se fosse uma coisa viva”.

 

Coleção Nossa Cultura - A coleção é dividida nas séries Biblioteca Bolivariana, Luz do Ceará, Memória e Panorama Nacional, além das Edições URCA, Coleção Barão de Studart e apoios editoriais. Destaca aspectos como a formação mestiça da cultura ibero-americana, a contribuição relevante de autores cearenses tanto na área de criação quanto de reflexão e a recuperação documental e patrimonial de nosso acervo literário.

 

SERVIÇO

 

Lançamento de Minha Terra e Retratos e Lembranças de Antônio Sales e de O Livro dos Enforcados, de Gustavo Barroso

 

Data: 30 de novembro de 2010

Hora: 19h

Local: Academia Cearense de Letras

Apresentação: Sânzio de Azevedo

Preço de lançamento: R$ 10,00 (dez reais)

 

Mais sobre as obras de Antônio Sales

 

Minha Terra, obra parnasiana de Antônio Sales, publicada em 1919, embora escrita durante seu “exílio forçado” de sete meses na cidade gaúcha de Rio Grande, em 1904. Segundo Sânzio de Azevedo, Minha Terra é “o ponto mais alto do telurismo do poeta e o testemunho mais robusto de seu profundo amor á terra que o viu nascer”.

 

Dados do livro Minha Terra:

Título: Minha Terra – 2ª edição

Série: Luz do Ceará

Autor: Antônio Sales

Apresentação e notas: Sânzio de Azevedo

Coordenação Editorial: Raymundo Netto

Edição: Secult

Assunto: Literatura Poesia

Imagem de capa: “Antônio Sales”, óleo sobre madeira de Otacílio de Azevedo. Ilustrações e fotos de época no interior do livro, além da reprodução da capa da primeira edição.

Nº de páginas: 122

Dimensões: 14,2 x 20,8 cm

Ano de publicação: 2010

 

Retratos e Lembranças: reminiscências literárias, reunião de 34 artigos, publicados anteriormente na imprensa (entre 1901 e 1937), focalizando personalidades da literatura brasileira. Dentre elas: Lívio Barreto, Juvenal Galeno, Machado de Assis, José de Alencar, Lúcio Mendonça, Álvaro Martins, Mário da Silveira, Antônio Bezerra, Érico Veríssimo, Graça Aranha, Visconde de Taunay e outros.

 

Dados do livro Retratos e Lembranças:

 

Título: Retratos e Lembranças: reminiscências literárias – 2ª edição

Série: Memória

Autor: Antônio Sales

Apresentação e notas: Sânzio de Azevedo

Coordenação Editorial: Raymundo Netto

Edição: Secult

Assunto: Literatura - Artigos

Imagem de capa: “Antônio Sales”, óleo sobre madeira de Otacílio de Azevedo.

Nº de páginas: 210

Dimensões: 14,2 x 20,8 cm

Ano de publicação: 2010

Biografia breve do Autor:

 

Antônio Sales nasceu em Paracuru (antigo Parazinho), em 1868. Aos 14 anos veio a Fortaleza, onde trabalhou como caixeiro em casas comerciais. Publicou seu primeiro soneto em A Quinzena, do Clube Literário (1886). Estreou, em livro, com Versos Diversos (1890). Aos 22 anos, era funcionário Público. Mais tarde, Secretário da Justiça e Interior e, em 1893/96, Deputado Provincial. Em 1892 fundou, como “Moacir Jurema”, o grêmio literário mais original da história cearense, a Padaria Espiritual, formulando seu famoso Programa de Instalação. Em 1896, transferiu-se para o Rio de Janeiro quando ingressou no Tesouro Nacional. Conhecido como idealizador e correspondente da Padaria Espiritual, foi rapidamente acolhido, destacando-se como uma grande expressão de seu tempo. Em 1901 era um dos redatores do Correio da Manhã. No Rio, tinha a amizade de Machado de Assis, Afonso Celso, Olavo Bilac, Lúcio de Mendonça, Graça Aranha e outros. Por solicitação de José Veríssimo, biografou os quarenta imortais da Academia Brasileira de Letras na Revista Brasileira. Dentre suas obras: A Política é a Mesma (em parceria com Alfredo Peixoto, 1891), Trovas do Norte (1895), Poesias (1902), Aves de Arribação (em livro, 1914), Minha Terra (1919), Panteon (opúsculo, 1919), O Mata-Pau (1931), Retratos e Lembranças (1938) e, postumamente, Águas Passadas (1944) e Fábulas Brasileiras (1944). Em 1920 retorna ao Ceará, onde falece em 1940.

 

 

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(85) 3101-6761 / 3101-6759

 





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