Dicas de como frear corretamente e

evitar acidentes - Pé no freio

 

 

 

Especialistas dão dicas de como frear corretamente e evitar acidentes

 

Engatar e trocar de marcha, acelerar, frear… Essas ações são triviais no trânsito, dominadas com mestria por qualquer motorista mais experiente, certo? Infelizmente, não é bem assim… Não importa há quantos anos você esteja atrás do volante, quem dirige está sempre sujeito a cometer algum tipo de erro – e, principalmente, na hora de colocar o pé no freio! O Petrobras De Carona com Elas conversou com três especialistas para ajudá-la a parar o carro corretamente em diferentes situações.

 

Particularidades do automóvel

 

Antes de tudo, toda motorista deve conhecer alguns detalhes do seu carro que podem influenciar o desempenho no momento da frenagem. “É preciso ter sempre em mente o tamanho e o tipo de sistema de freio do automóvel”, afirma Alexandro Sariev Merlo, instrutor de prática veicular e examinador de trânsito na cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Existem dois tipos de freio — o convencional e o ABS (Antilock Brake System) –, e cada um demanda uma determinada técnica. Em uma situação de emergência, é comum que o motorista pise no pedal com força total. Diante dessa ação, os carros com sistema ABS vão funcionar corretamente, já os com freios convencionais podem ter as rodas travadas, ocasionando a perda de controle do veículo. “Nesse caso, deve-se fazer a frenagem de forma progressiva, aplicando e aliviando a pressão no pedal diversas vezes, sem pisar com tudo no freio”, explica Roberto Manzini, proprietário de um centro de pilotagem na capital paulista. O piloto lembra que é muito fácil descobrir se o carro está equipado com freios ABS: é só consultar o manual do proprietário ou verificar no painel do veículo. Ao dar a partida, uma luz se acenderá indicando a sigla ABS.

 

Dirigindo no dia a dia

 

De acordo com Christian Finkelstein, piloto e instrutor de kart de Porto Alegre, a melhor técnica para uma condução segura é manter uma distância mínima de 20 metros do veículo à sua frente. Assim, você terá tempo e espaço suficientes para agir em caso de imprevistos. Dias de chuva são, obviamente, os mais traiçoeiros! Especialistas recomendam que esse espaço seja ampliado para evitar surpresas. “Chuvas leves, que param rapidamente, são as mais perigosas. Como a água não tem força para ‘lavar’ o asfalto, a sujeira fica acumulada e deixa a pista muito escorregadia”, alerta Manzini. Situações de curva também exigem atenção redobrada. O piloto Christian ressalta que a regra básica é frear somente quando as rodas estão retas. Caso contrário, o carro poderá perder o equilíbrio. A maneira correta de proceder é diminuir a velocidade tirando o pé do acelerador assim que avistar a curva. “Se preciso, pise levemente no freio, mas solte-o ao entrar na curva. Comece a acelerar gradativamente ao retomar a reta”, explica Merlo.

 

Descendo (ou subindo) a serra

 

Na descida, o carro deve estar sempre engatado e nunca, de maneira nenhuma!, em ponto morto. A velocidade você controla pelo freio, mas evite cargas bruscas para não superaquecer o sistema. Já na subida, recomenda-se manter uma velocidade constante para que o motor não perca força. Caso precise parar, utilize o freio de mão.

 

Buraco na pista

 

É comum as pessoas frearem bruscamente quando aparece uma cratera no asfalto. Essa medida não é recomendada. “Ao passar pelo buraco, o freio não deve estar acionado”, diz Roberto Manzini. Caso contrário, uma pressão desnecessária será aplicada sobre as molas, podendo causar danos à suspensão e até o estouro de um pneu. Para evitar situações de susto como essa, a motorista deve sempre olhar à frente, antevendo o que está por vir. “O bom senso ainda é o melhor método para evitar situações de risco”, finaliza o instrutor Merlo.

 

 

Fonte – Petrobras e M de Mulher

 

 

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