6 perguntas que você deve fazer antes
de abrir o seu próprio negócio
Quer transformar aquela idéia em trabalho? Separamos algumas questões que você deve levantar para saber se o seu projeto está no caminho certo!

1. O que essa ideia tem de original?
O primeiro e mais importante objetivo que você deve ter para transformar uma ideia em negócio é destacar o que ela tem de diferente do que já existe no mercado. Ou seja, qual é o seu ponto forte. A professora e pesquisadora do ambiente empreendedor, Ana Fontes, explica que é importante definir qual a motivação das pessoas ao aderirem ao seu projeto. Não é fundamental que ele seja 100% inovador, mas sim que tenha algo a mais. "Você pode abrir uma clínica de estética no seu bairro, mesmo sabendo que existem muitas outras ao redor. O importante é destacar o que ela terá que as outras não possuem", esclarece. Pode ser um atendimento diferenciado ou até algum oferecer outro serviço. "O melhor caminho para desenvolver esse ponto é definir o seu público, conversando com o cliente", diz Ana. Portanto, faça uma pesquisa de mercado e procure saber o que esperam do seu empreendimento.
2. Como lidar com a competição do mercado?
Sempre existirá concorrência, afinal, não é só você que um dia teve uma grande ideia! Mas, ao invés de enxergar pela ótica do mercado, pense se o seu projeto está apto para a competição. Ana explica que as pessoas tendem a ver o concorrente como um inimigo, porém, esta é uma atitude que deve ser desmistificada. "Você pode se aliar a ele e oferecer serviços conjuntos", acrescenta. Outro ponto importante é não se limitar a ganhar o seu cliente com um preço mais baixo. Seus parceiros podem fazer o mesmo e assim você perde a freguesia. "Diferencie preço de valor", ou seja, você tem que ganhar pelo serviço que será exclusivo ao invés do preço mais baixo.

3. É legalmente viável?
Detalhes como a marca e os caminhos para atingir o seu objetivo devem ser analisados de acordo com a devida legitimidade. O nome da empresa, por exemplo, deve ser definido com cautela. "É comum que as pessoas nomeiem seu negócio, divulguem a marca e só depois descubram que já existe esse mesmo domínio na internet", conta Ana. Portanto, pesquise antes de dar vida a sua ideia. O site "registro.br" oferece um espaço para busca em que você pode saber se o nome que tem em mente já está ou não em uso. Ela alerta que muitos confundem o domínio (nome do site) com o registro no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), que é um processo burocrático. "Se você busca proteção, contrate um contador de confiança e peça para que ele te indique o que você deve fazer para abrir uma empresa", completa.
4. É financeiramente possível?
Se apaixonar pela sua ideia é essencial. Aliás, a confiança deve ser seu combustível para acordar cedo e ir à luta. No entanto, empreender é um trabalho exige paciência. Ana afirma que "é comum ter lucro após 24 meses da abertura do negócio". Ou seja, você tem que ter um dinheiro para investir e também para se manter enquanto o projeto está em fase de crescimento. O que Ana tem observado é que muitas mulheres largam o trabalho para se dedicarem ao seu próprio negócio, enquanto os maridos ou parceiros continuam a trabalhar até que haja um retorno financeiro. Ela também comenta que um erro comum entre as mulheres é misturar os gastos da empresa com os da própria casa. Por isso é importante entender exatamente o que é o lucro e saber administrá-lo.
5. Você tem uma boa equipe para trabalhar com você?
Um dos grandes desafios que você pode encontrar pela frente é formar um time no trabalho. As pessoas tem que superar a vontade de dominar tudo a sua volta e, ao invés disso, delegar funções para gerir seu negócio. É comum convidar seus amigos e parentes para fazer parte da equipe, o que não é um problema. O que deve ser levado em conta é se essas pessoas têm as competências das quais você precisa. Outro ponto importante é avaliar quais são os valores de vida dos seus sócios ou funcionários, se são os meus que os seus. "Portanto, há uma diferença entre ideias e competências", diz Ana. Se você entende de finanças e seu sócio de vendas, essa soma será promissora para o empreendimento. Mas se você está disposta a trabalhar aos finais de semana e seu sócio de segunda a sexta, isso significa que vocês possuem valores diferentes e esse pode ser um fator prejudicial.
6. Você se sente confiante?
Você deve se perguntar se está preparada para um novo desafio e buscar uma resposta além de "sim, estou". Muitas pessoas acham que ao desistir do emprego que tinham para começar um novo negócio terão mais sossego e tempo livre. Muito pelo contrário! Ter um empreendimento é assumir riscos. Ana acredita que "não existe uma fórmula mágica para o sucesso, pois empreender é uma jornada e cada um tem a sua". O que ela indica para os que estão começando, e pretendem diminuir os obstáculos, é procurar pessoas capacitadas que ofereçam ajuda, como a Rede Mulher Empreendedora, criada pela própria Ana. Outros possíveis centros de apoios são o Sebrae e a Endeavor. Portanto, ela reforça: "Cada um tem o seu caminho e o importante é você descobrir o seu!".
Fonte – M de Mulher
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