Estudantes de municípios cearenses apresentaram, ontem, livros virtuais sobre aspectos culturais e sociais de suas comunidades. Os trabalhos são resultado do Projeto História do Ceará em Rede, iniciativa do governo estadual, por meio da Secretaria da Educação Básica (Seduc), em parceria com o Portal EducaRede.
Além de estimular a leitura e a escrita, a iniciativa também incentiva atividades colaborativas na Internet entre professores e alunos. Durante o workshop Educação em Rede, realizado ontem, no pátio interno da Seduc, o governador Lúcio Alcântara e a secretária da Educação Básica do Ceará, Sofia Lerche, reforçaram as ações previstas pela política educacional que vem sendo implementada no Estado no sentido de estimular, de forma criativa, a formação do hábito da leitura e escrita.
Isso, por meio da promoção, em sala de aula, da prática de produção de textos, favorecendo o desenvolvimento do aluno no que se refere ao domínio ativo da linguagem oral e escrita. O evento mostrou 80 livros digitais elaborados por alunos da escola pública estadual, contando a história do Ceará. Desse número, 70 foram publicados. Conforme o governador Lúcio Alcântara, a história local é algo que não tínhamos e “agora buscamos avançar neste estudo regional numa iniciativa que reuniu professores de Língua Portuguesa e História”.
O Projeto integra uma das metas propostas no Plano de Educação Básica Escola Melhor, Vida Melhor, e objetiva socializar e valorizar as obras produzidas pelos estudantes enfocando a história do Estado. História do Ceará em Rede foi uma iniciativa inédita da Secretaria de Educação do Ceará, cujo mote foi o resgate histórico e cultural do Estado, no intuito de articular temas relacionados à identidade regional com o aprimoramento da leitura e da escrita.
O projeto envolveu 600 professores mediadores das oficinas e 2.212 alunos de 230 escolas, distribuídas em 50 municípios. Eles tiveram a oportunidade de produzir artigos, contos, poesias, crônicas, cordéis, entre outros gêneros literários. A professora do Colégio Estadual Padre Anchieta, Juliana Lins, de Língua Portuguesa, disse que o concurso literário descobriu grandes talentos na escola. “O que nos marcou foi o desenvolvimento da leitura e da escrita”. O evento reuniu ainda Maria do Carmo Brant, coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec); e Sérgio Midlin, presidente da Fundação Telefônica.