TV e computador: aliados na educação

 

 

 

 

Vivemos sob um furacão de informações e seu filho está bem no olho dele. São desenhos, notícias, sites, games e programas convivendo com o pequeno diariamente, além dos amigos falando sobre novidades tecnológicas. É possível dar conta de tanto conteúdo?

 

Basta passar na TV para os pequenos decorarem tudo. Aplicam frases de publicidade como ninguém. E os bordões de novela, então? O aparelho é quase uma pessoa a mais dentro de casa. E está mais que presente: uma pesquisa feita pelo canal Nickelodeon em 2008 relata que 88% das crianças brasileiras se divertem assistindo à televisão. A telinha é preferência nacional e estimula o uso de outro meio de comunicação: o computador. Televisão e computador são aparelhos eletrodomésticos que precisam ter uma espécie de “manual do usuário” que vá além do apertar de botões.

 

Por mais que você e os dois sejam velhos conhecidos, há uma pergunta a ser feita: como seu filho lida com eles? São tantos canais, programas, um bombardeio constante de informações e notícias. É MSN, Orkut, blogs, MP3, e-mail... Às vezes até parece que seu pequeno entende melhor dele do que você. Mas só parece: a criança não tem maturidade suficiente para usá-lo sem supervisão. “Informação não é a mesma coisa que sabedoria, e sabedoria não significam competência”, diz Lídia Arantangy, psicoterapeuta de casais e família.

 

Você já deve ter ouvido que as crianças de hoje são mais espertas do que as de antigamente. Sim, são bem estimuladas, afinal estão expostas a todo tipo de informação. E esse estímulo começa cedo. Ainda bem pequeno, seu filho assiste à TV, ignorando todo o alarde da Academia Americana de Pediatria, que desaconselha a atividade para menores de 2 anos.

 

A gente sabe que, na prática, nem todas as regras são fáceis de serem seguidas, mas, se você não cuidar desde o início, pode deixar os meios de comunicação tomarem seu lugar como modelo da criança. E não é terrorismo. Veja aqui como é possível incluir – ou excluir – esses tão atrativos aparelhos na rotina do seu filho. Sem medo, sem traumas e, principalmente, sem culpa.

 

Cristiane Rogerio e Tamara Foresti

 





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