Tribo Beija-Flor rumo ao título com Iracema

 

 

 

A tradicional agremiação carnavalesca de Nilópolis vai se transformar numa verdadeira “Tribo Beija-Flor”. Este espírito indigenista promete se transformar num desfile impactante na Avenida do Samba. Apresentando um carnaval cheio de surpresas. A começar pela não formação de alas tradicionais setorizadas, criando entre os componentes uma formação tribal. O Samba Enredo “Iracema – A Virgem dos Lábios de Mel”; que faz referencia ao romance de José de Alencar, pretende contagiar pelo aspecto mais íntimo do “Amor”. E quem será a Musa Iracema – ficar atento: a Beija-Flor, escola do Grupo Especial, encerra a primeira noite de desfiles no dia 26, às 3h25; com a expectativa de criar também com o publico uma mega Aldeia no Sambódromo, numa Apoteose rumo ao título.

 

De acordo o carnavalesco Fran Sérgio, sem o luxo das plumas ou o brilho das pedrarias, as alegorias valorizam neste carnaval à beleza rústica e natural da história da índia Iracema, a lenda do Ceará, “com muita palha, capim, cestaria, rendas, trabalho artesanal. Vamos valorizar as culturas indígenas, não só usando esses elementos, mas também chamando a atenção para a dança, a arte e a cultura indígenas”; destaca essa originalidade Fran Sérgio, que volta a desfilar na Beija-Flor; representando Tupã, no carro abre-alas.

 

 

 

A Beija-Flor de Nilópolis que marca sempre o carnaval brasileiro, prepara talvez a maior inovação dos últimos anos da agremiação, pois não vai ter a divisão de “Alas” no seu desfile. A informação foi revelada pelo diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla, ao “CARNAVALESCO”. A justificativa que foi apresentada à LIESA – Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, recebendo aprovação da entidade, foi os diferentes grupos que vão sendo exibidos ao longo do decorrer do desfile, formando um conjunto harmônico de “uma grande tribo que vai passar na avenida” e que será representada através de seis atos. A ideia é que o espaço entre alegorias não seja mais preenchido com “ala 1”, “ala 2”, “ala 3” e “ala 4”, como costuma acontecer. Após cada carro, virá um contingente de 300 a 400 índios. Em seguida, 50 integrantes farão uma encenação representando uma parte do enredo. E depois vem uma nova “Tribo Beija-Flor”, com mais três centenas de índios, abrindo passagem para a alegoria seguinte.

 

Já aplaudindo o trabalho de equipe: Presidente: Farid Abrahão David. Carnavalescos: Comissão de Carnaval (Laíla, Fran Sérgio, Victor Santos, André Cezari, Bianca Behrends e Claudio Russo) Diretor de Carnaval e Diretor Geral de Harmonia: Laíla. Intérprete: Neguinho da Beija-Flor. Comissão de Frente: Marcelo Misailidis. Mestres de Bateria: Rodney e Plínio. Rainha de Bateria: Raíssa Oliveira. 1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Claudinho e Selminha Sorriso. 2º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: David Sabiá e Fernanda Love. E todos que fazem a Escola. Desejo que a “Tribo Beija-Flor” inspirada na Musa Iracema conquiste o titulo em 2017.

 

 

Fonte - Adauto Leitão - Historiador, Acadêmico-Fundador E Diretor Da Acecult

 





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