Alma Gêmea

 

 

 

Há muito tempo...

No tempo dos deuses... Havia uma civilização onde a harmonia e o amor reinavam, pois esta civilização foi criada pôr Vênus e Eros. Uma civilização muito, muito diferente...

Os seres possuíam quatros braços, quatro pernas, duas cabeças e dois troncos distintos, um tronco feminino e masculino, más com apenas uma alma...

Esta harmonia provocou a fúria de outros deuses.

Então os outros deuses enfurecidos enviaram uma tempestade com relâmpagos e trovões naquela civilização... Vênus e Eros tentaram lutar, mas foi em vão.

A cada relâmpago que caía na civilização atingia um ser, foram dois dias e duas noites de tempestade e fúria. Os corpos eram divididos pelos relâmpagos e levados pelas águas separando a parte feminina da masculina e dividindo sua alma ao meio...

E, assim muitos se perderam, muitos ficaram sozinhos, mas conseguiram sobreviver.

E, até hoje vivem na luta e na busca de sua outra metade, a Alma Gêmea.

Crimes do Coração. Quando abolirem todas as formas de paixão. Quando proibirem tudo que seja amor serei um fora-da-lei por opção. E em nome da mulher amada cometerei os mais audaciosos crimes. E em caso seja pego por amar demais serei réu confesso... E se condenado, tanto faz.

Desprezo mesmo toda dor ou sofrimento. A presença do amor sublima tudo.

Mais Você, de todos os amores por mim vividos até hoje, o seu foi o mais intenso.

De toda a saudade, a sua foi a mais forte. De todos os beijos, o seu foi o mais gostoso. De todo calor, o seu foi o mais ardente. De todas as almas, a sua foi a mais gêmea. De toda ânsia de cometer loucuras, a sua foi a que mais me atentou.

De todos os corpos, o seu mais me instigou. De todas as esperanças em amores depositadas, o seu foi o que teve mais crédito. De toda à vontade de ficar junta, a vontade que me domina é a sua. Por isso de todos os amores eternos por mim prometidos, o seu será o único cumprido a risca.

Jeito de Mulher.

Não conte pra ninguém eu te vejo todo dia. Não conte pra ninguém eu te quero em toda via. Não conte pra ninguém que você disfarça bem que eu sou teu 'vouyer' tuas pernas me devoram tua frescura me incomoda não consigo me conter meus olhos também teus seios me corrijo lentamente em silêncio só o sol curte nossa cupidez  eu viajo em teu corpo nunca antes navegado e até na corvídea eu tenho você todo dia você é minha todo dia.





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