Se correr o bicho pega;
se ficar o bicho come

 

 

A SECA NO CEARÁ

 

Ouvindo os comentários atuais, da segunda quinzena de março de 2014, no Ceará a situação melhorou um pouco no que diz respeito à grande seca, que atinge principalmente as regiões do interior do Estado, mas continua muito grave e os efeitos da longa estiagem persistem.

 

Na região Nordeste é assim: quando a seca vem traz com ela dificuldades para o plantio, para o povo conseguir água até mesmo para o consumo familiar e necessidades básicas, um drama que acontece há muitos anos, de tempos em tempos. Prejuízo grande para a economia já debilitada.

 

MAS E DAÍ?

 

O principal a ser dito é que as autoridades dos sucessivos governos e os políticos tiveram dezenas de anos para resolver esta situação crítica – a da irregularidade climática. Mas a cada seca novos discursos, a “indústria da seca” funciona a todo vapor até que os sanguessugas ganhem com a desgraça dos nordestinos e sem que nada de concreto se faça. Israel consegue transformar um deserto em um jardim, por que o Brasil não consegue instalar, poços profundos, por exemplo, em inúmeras localidades do interior nordestino? O dinheiro gasto por último em Cuba, mandado para reformarem um porto daquela ditadura e reduto comunista poderia ter ficado aqui mesmo no país, ou não?

 

E QUANDO A CHUVA CAI?

 

Por outro lado observo também que quando a chuva cai em Fortaleza logo a população vê os resultados no trânsito, nos alagamentos, nas casas invadidas e outros problemas que a cidade enfrenta com a chegada das águas. Da mesma forma que o interior não está preparado para uma seca a cidade também não é preparada para receber chuvas, pelos mesmos motivos. U, crescimento desordenado, muito êxodo rural e a falta de serviços que proporcionem o escoamento de chuvas, quando caem por aqui.

 

Mas dos males os menores, não é assim? Melhor chover bastante e garantir a subsistência dos nossos irmãos do campo, das famílias, das crianças, dos animais, dos pastos, enfim de tudo o que a água proporciona de bom.

 

E continuar martelando a tecla de que os políticos e os gestores públicos têm a obrigação de devolver nossos impostos na forma de serviços de maneira a tornar a vida melhor, tanto nas cidades quanto no campo.

 

Assim ficamos, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.

 

João Ribeiro da Silva Neto

 

Músico, integrante do Conjunto Musical Big Brasa, Analista de Informações do governo federal, cargo hoje denominado como Oficial de Inteligência, com serviços prestados na Área de Inteligência para o Ministério do Trabalho e para a Presidência da República, com experiência na área de segurança. Hoje, aposentado da Atividade de Inteligência, é Diretor do Instituto Portal Messejana e mantém o Blog do João Ribeiro, onde escreve suas impressões a respeito de variados temas, inclusive relacionados aos diversos campos de expressão do Poder Nacional.





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