Outras considerações sobre a
fundação de Messejana
Mediante Alvará datado de 08 de maio de 1758, o Governador de Pernambuco elevou Paupina à categoria de Vila, sendo a mesma inaugurada em 1º de janeiro de 1760.
Na época, Messejana foi a quarta vila de uma série de inaugurações. Antes dela haviam sido inauguradas as vilas de Viçosa (07-07-1759), Caucaia (15-10-1759) e Arronches - hoje Parangaba (25-10-1759).
É certo que, antes da inauguração da vila, houve muitos acontecimentos, como: a passagem da Comitiva de Pero Coelho que rumava para a Capitania do Maranhão, a passagem, ainda que de forma rápida, dos Padres jesuítas Francisco Pinto e Luis Figueiras, além, é claro, da nominação oficial dada a Aldeia de Paupina, por ordem do Governador Geral Francisco Bezerra de Menezes através de Carta Régia datada de 18 de março de 1663. Este ato oficial denomina a então aldeia, com o nome de Aldeia de São Sebastião da Paupina. Portanto, 1607 não representa, de forma alguma, o ano de fundação de Messejana. Nada confirma isso.
Os Padres Francisco Pinto e Luis Figueiras passaram muito pouco tempo na Aldeia, que já existia. Não há registros de nenhum marco ou documento escrito dando conta da fundação de Messejana àquela data.
Oficialmente podemos contar com duas datas a serem comemoradas:
1) 18 de março – dia em que a Carta Régia foi escrita denominando de Aldeia de São Sebastião da Paupina, a então aldeia potiguara, fato ocorrido em 18 de março de 1663.
2) 1º de janeiro – data da inauguração da Vila de Messejana, até então aldeia de São Sebastião da Paupina, passando a se chamar daí em diante de Vila Nova Rela de Messejana da América. Fato ocorrido em 1º de janeiro 1760,
É extremamente importante que a comunidade tente resgatar a história do lugar. Contudo, pode ser muito prejudicial usar datas fictícias para a promoção de festas de aniversário que em nada contribuem para a Cultura local. O que a comunidade precisa de fato, é buscar soluções para os graves problemas que Messejana enfrenta, como: o trânsito caótico na área central, o crescimento desordenado, a depredação constante de nossa lagoa, o avanço indiscriminado do comércio sem áreas de estacionamento, a obstrução de ruas de forma indevida, a poluição visual em excesso e a falta de memória sobre nossa terra.
Por Edmar Freitas