404 anos de Paupina à Messejana
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Os 404 anos da construção histórica de Messejana, de origem Paupina (8 de março 1607), no que considero um dos capítulos mais ricos da história; como e quando foi possível “unir espiritualmente” por uma causa, digamos uma “irmandade” constituída pelo Pe. Francisco Pinto e os Potiguaras. Os próprios indígenas denominaram a Aldeia de “Paupina”, quer dizer “Pai Pina” ou “Pai Pinto” referente ao padre jesuíta.
Na verdade MESSEJANA é a fusão de dois termos: Messe (a missão do Pe. Pinto) e Jana (Lua em língua indigenista). Mesmo que se registra uma grafia “mecejana”, que “inventaram” ter “origem” dos Árabes; considero absurdo, pois a influência muçulmana à época era nula; é apenas uma questão de influência lusófona. De modo algum Messejana é uma “terra abandonada”; pois o Povo - dos Índios à Raça Negra que fizeram as cacimbas do “Aterro”, dos Lusitanos e dos “Proaras” - sempre presente em suas lutas, conquistas e das mais nobres aspirações de progresso e autoafirmação política nestes quatro séculos...
Lembro que senti um forte orgulho, ao receber a maior honraria açoriana: Real Bandeira e Coroa do Divino Espírito Santo, enviadas na ocasião pelo Governo Regional dos Açores, e Carta assinada pelo próprio Presidente Carlos Manuel Martins do Vale César (Historiador), parabenizava o trabalho científico de resgate da memória do Pe. Francisco Pinto (açoriano de Angra) como ator histórico de Messejana; compartido pelo Vice-Cônsul de Portugal,
Na instalação dos símbolos açorianos no Memorial da Igreja Matriz de Messejana, ouvir os jovens, da Fundação Raimundo Fagner, executar uma obra prima: “Canções Jesuíticas para catequese do sec. XVII”, que relembra os jesuítas no Brasil, é por assim dizer elevar o espírito e a consciência de não olvidar “a sua maneira de educar”. Registro por questão de justiça histórica a memória da grande educadora D. Angélica de Matos Gurgel,
No contexto político, registra-se o líder Vereador Jose Barros de Alencar, que presidiu várias vezes a Câmara Municipal. O Educador e Vereador Ernesto Gurgel. As abolicionistas da “Sociedade das Libertadoras Cearenses”, lideradas por Adelaide de Alencar Gurgel (avó do Mal. Castello Branco). E a “voz ativa” da Vereadora Toinha Rocha.
Feliz 8 de março, Messejana e a musa Iracema!
Adauto Leitão – Pesquisador
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