404 anos de Paupina à Messejana

 

 

 

Foto - Wikipedia

Os 404 anos da construção histórica de Messejana, de origem Paupina (8 de março 1607), no que considero um dos capítulos mais ricos da história; como e quando foi possível “unir espiritualmente” por uma causa, digamos uma “irmandade” constituída pelo Pe. Francisco Pinto e os Potiguaras. Os próprios indígenas denominaram a Aldeia de “Paupina”, quer dizer “Pai Pina” ou “Pai Pinto” referente ao padre jesuíta.

 

Na verdade MESSEJANA é a fusão de dois termos: Messe (a missão do Pe. Pinto) e Jana (Lua em língua indigenista). Mesmo que se registra uma grafia “mecejana”, que “inventaram” ter “origem” dos Árabes; considero absurdo, pois a influência muçulmana à época era nula; é apenas uma questão de influência lusófona. De modo algum Messejana é uma “terra abandonada”; pois o Povo - dos Índios à Raça Negra que fizeram as cacimbas do “Aterro”, dos Lusitanos e dos “Proaras” - sempre presente em suas lutas, conquistas e das mais nobres aspirações de progresso e autoafirmação política nestes quatro séculos...

 

Lembro que senti um forte orgulho, ao receber a maior honraria açoriana: Real Bandeira e Coroa do Divino Espírito Santo, enviadas na ocasião pelo Governo Regional dos Açores, e Carta assinada pelo próprio Presidente Carlos Manuel Martins do Vale César (Historiador), parabenizava o trabalho científico de resgate da memória do Pe. Francisco Pinto (açoriano de Angra) como ator histórico de Messejana; compartido pelo Vice-Cônsul de Portugal, Francisco Brandão, e do ilustre morador José Antonio Nogueira. E a emoção do abraço fraterno das Senhoras que gratas pela homenagem à Messejana e pelo “mimo” de “rosas com bolinho” ofertado retribuíram generosas: “Deus te abençoe”.

 

Na instalação dos símbolos açorianos no Memorial da Igreja Matriz de Messejana, ouvir os jovens, da Fundação Raimundo Fagner, executar uma obra prima: “Canções Jesuíticas para catequese do sec. XVII”, que relembra os jesuítas no Brasil, é por assim dizer elevar o espírito e a consciência de não olvidar “a sua maneira de educar”. Registro por questão de justiça histórica a memória da grande educadora D. Angélica de Matos Gurgel, em sua “Cartilha da História de Messejana”, ensinava (1935): “Fundação: Fundada em 1607, pelos padres jesuítas Francisco Pinto e Luis Figueira, foi uma das primeiras vilas do Ceará. Era uma missão indígena, que recebeu o nome de São Sebastião da Paupina, encravada à margem leste da lagoa de Messejana. A 5 de fevereiro de 1759, aquela missão foi transformada em Igreja Paroquial e Vigária de N. Sra. Da Conceição, por Ato do Bispo de Olinda, D. Francisco Xavier Aranha. Por Ordem Regia, a 4 de janeiro de 1760, a povoação de São Sebastião da Paupina é elevada à categoria de Vila, recebendo a partir de então, o nome de Vila Real de Messejana”.

 

No contexto político, registra-se o líder Vereador Jose Barros de Alencar, que presidiu várias vezes a Câmara Municipal. O Educador e Vereador Ernesto Gurgel. As abolicionistas da “Sociedade das Libertadoras Cearenses”, lideradas por Adelaide de Alencar Gurgel (avó do Mal. Castello Branco). E a “voz ativa” da Vereadora Toinha Rocha.

 

Feliz 8 de março, Messejana e a musa Iracema!

 

Adauto Leitão – Pesquisador

 

  

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