406 anos de Messejana
A Matriz de Messejana invoca a memória do missionário
Jesuíta Padre Francisco Pinto que junto aos índios Potiguaras alicerçaram o aldeamento de Paupina, fato que aconteceu no dia 08 de março de
O termo lexical Paupina derivou da corruptela de “Pai Pina” ou “Pai Pinto” que vem a ser uma homenagem ao Padre Pinto na forma do dizer indígena. A veneração dos nativos ao missionário veio não somente pela maneira que os tratava. Conta os relatos históricos que os nativos acreditavam que o Padre Pinto tinha o “poder de fazer chover”. Daí o seu corpo permanecer sepultado sob a guarda e veneração potiguaras. Desde 2009 um Memorial foi criado na Matriz de Messejana
O Padre Pinto foi um indigenista além de jesuíta, considerado língua perito das variáveis falas dos tupis (tronco lingüístico relativo ao conjunto de povos indígenas brasileiros); contemporâneo do Padre Anchieta e do companheiro no Ceará do Padre Luis Figueira que foram os primeiros no Brasil a criar uma gramática do Tupi obra que consagrou o exemplo dos Jesuítas como os religiosos mais próximos da cultura e saber dos nativos brasileiros.
Não obstante o martírio sofrido em 1608 na Ibiapaba; a passagem do Padre Pinto no Ceará abriu uma singular página da Companhia de Jesus no Brasil; a Paupina foi uma Aldeia que recebeu uma denominação criada pelos Tupis em homenagem a um jesuíta Missionário, rara situação de inversão dos papeis, geralmente na tradição católica havia motivações litúrgicas para batismo dos aldeamentos para catequeses.
Conta os relatos históricos que os nativos acreditavam
que o Padre Pinto tinha o “poder de fazer chover”; mito criado após suas orações, pois veio a precipitar uma tormenta em plena seca de 1607. Daí o seu corpo permanecer sepultado na Paupina sob a guarda e veneração potiguaras, e, assim permaneceu secularmente no sítio histórico. O Colégio Jesuítico tentou trasladar o seu corpo até Salvador, em 1614, mas houve resistência dos potiguares; outra tentativa para trasladar os despojos foi negada por Martim Soares Moreno em 1622; permanecendo o Padre Pinto sepultado onde se localiza a Matriz de Messejana.
Desde 2009, um Memorial foi criado na Matriz, com peças sacras doadas pelos Açores, a Real Coroa e Bandeira do Divino Espírito Santo, símbolos que fazem deferência a sua origem açoriana. Comemora 406 Anos de Messejana é enaltecer um exemplo histórico de Paz e Concórdia!

Matéria enviada por Adauto Leitão