Conheça mais sobre a Lagoa de Messejana, em Fortaleza

 

 

 

Messejana foi povoado ao redor da lagoa a partir do século 17.

Lugar guarda estátua da índia Iracema, do romance de José Alencar.

 

Na entrada do Bairro Messejana, a lagoa dá logo as boas-vindas. É difícil apenas passar por lá. Os que estão de carro, por exemplo, confessam: os olhares se dividem entre o trânsito e as belezas da lagoa. O cenário também encanta os moradores mais antigos. O vigilante Ivanildo Teixeira, que vive em Messejana há 15 anos, também não resiste de eternizar o lugar. “Para a gente, que passa todo dia aqui, é um orgulho. Enche os olhos das pessoas”.

 

 

 

O morador do bairro e arquiteto Yuri Nobre explica que a história de Messejana começou no século 17, no ano de 1607. Segundo Yuri, existem duas possíveis explicações sobre a origem do nome “Messejana”. Uma que vem do tupi “lagoa ao abandono” ou da colonização portuguesa que, segundo historiadores, em documentos não-oficiais já existiam vilas com o mesmo nome em Portugal. De acordo com o arquiteto, o bairro se formou ao redor da lagoa com ocupação indígena e, depois, veio a catequese que formou a Igreja, uma antiga capela.

 

A estátua no meio da lagoa tem explicação em clássico da literatura brasileira: o romance “Iracema”, publicado pelo cearense José de Alencar em 1865. Na obra, o autor conta que a índia ia em momentos de tristeza e de melancolia até a local. A história também diz que a ave jandaia sempre pousava no ombro da Iracema e cantava para ela. Atualmente, a cena é parecida, mas, no lugar da jandaia, são as garças que fazem a companhia a ela.

 

A estátua de Iracema tem 12 metros de altura e pesa 16 toneladas. O monumento completa dez anos em 2014. A imagem da virgem dos lábios de mel, como Iracema é chamada no livro, está cercada por um espelho d'água também tombado como patrimônio cultural.

 

Há mais de 50 anos morando em Messejana, o aposentado Joaquim Rodrigues não sabia de toda a história que envolve o lugar. Para ele, o sentido é outro. Ele pesca no lugar para garantir sua sobrevivência. “A lagoa é importante para nós e ajuda na aposentadoria”.

 

 

Fonte – G1 Ceará

https://www.portalmessejana.com.br/messejana.php





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