Visita guiada do Centro Dragão do Mar resgata história do equipamento

 

 

 

Visita guiada pelo Dragão do Mar se repetirá no dia 19 de novembro, com ênfase na relação do equipamento com a história do Centro Cultural e entorno.

 

Além de ser um espaço para apresentação de peças de teatros, shows e exposições de arte, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é uma parte importante da história de Fortaleza. A arquitetura, a localização e a história do equipamento foram alguns dos pontos apresentados por guias na tarde deste sábado, 5, durante tour gratuita.                               

                           

Por meio do programa Territórios Dragão Histórico, três guias locais levaram visitantes aos diferentes espaços que compõem o centro cultural. “A gente vai tratar de passar essa informação ao visitante para que ele se sinta novamente entusiasmado a vir e a estar no Dragão do Mar”, afirmou o guia Sérgio Rocha, que também é geógrafo e ex-funcionário do centro. Para ele é importante reacender a empolgação com o local que, segundo ele, ganhou estereótipo de “violento” e “em desuso” nos últimos anos.

                      

No Planetário Rubens de Azevedo, às 16h20min, a visita guiada começou com a apresentação do entorno do Dragão. Depois, o público aprendeu sobre a arquitetura do local, bem como o nome dos arquitetos responsáveis pelo desenho do equipamento: Delberg Ponce de Leon e Fausto Nilo.

 

Sérgio explicou que os dois projetaram o espaço na forma de um dragão, com a cabeça sendo a entrada, a passarela representando a coluna e o planetário simbolizando um rubi guardado pelo animal. Os guias também falaram sobre as famílias que moravam no entorno do local que hoje abriga o Dragão do Mar, além de outros ex-moradores que são personalidades importantes para a história cearense, como o engenheiro Mister Hull.

 

O tour continuou pela passarela vermelha, passando pelo Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC), pela exposição de longa duração Vaqueiros, do Museu da Cultura Cearense (MCC), e finalizando nas estátuas de Patativa do Assaré e de Chico da Matilde, jangadeiro abolicionista conhecido como Dragão do Mar, que dá nome ao centro cultural.

 

A programação será repetida no dia 19 de novembro, também às 16 horas. A visita guiada deste dia, no entanto, dará mais ênfase à história negra relacionada ao espaço do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em alusão ao Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro.

 

Fonte – Jornal O Povo





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