A Alma, o Espírito imortal e os desejos

Inicialmente devemos definir alma e também espírito. Muitas religiões têm posições contraditórias, contrárias e pouco claras sobre isto. Allan Kardec, na página 32, do livro Obras Póstumas, relata que: "há no homem um princípio inteligente que se chama ALMA ou ESPÍRITO, independente da matéria e que lhe dá o senso moral e a faculdade de pensar". Há que se deduzir daí que o cérebro interpreta os anseios, desejos e direções que o espírito lhe imprime. E o corpo, com seu sistema sensível, faz tornar realidade aquilo que o cérebro determina, uma vez que esteja instruído pelo espírito.
O ideal seria que nós seres materiais, enquanto retidos nessa matéria densa, ouvíssemos apenas a voz de nosso próprio espírito, dando guarida, com nossa permissão, aos espíritos superiores. Assim todo espírito inferior não teria acesso a nós, e nosso progresso não seria interrompido ou dissolvido em pensamentos e ações que mais nos comprometeriam em dívidas futuras.
Parece fácil, visto isso deste ângulo. Mas não, o que indago é o quanto a matéria grita, procura se impor ao espírito, busca satisfazer seus desejos e saciar sua fome do que, popularmente, se chama de curtir a vida.
Na verdade desejos sem limites, a gula, o sexo satisfeito de forma irresponsável, a cobiça, a inveja, o usura, a soberba etc. são desejos da carne.
Esses desejos se satisfeitos tomando por princípio a moral, a sensatez, o comedimento são bons, mas quando desenfreados, sem limites, são a degradação e o rebaixamento do homem.