MÓRMONS: Os santos dos últimos dias

 

 

 

Vamos conhecer um pouco mais sobre o trabalho dos mórmons, a paz que vem dos budistas, a fé e crença de espíritas e daqueles que seguem os preceitos do candomblé e da umbanda no fechamento da nossa reportagem sobre espiritualidade.

 

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está presente em mais de 180 países. Ela é a que mais cresce no Brasil, onde já é duas vezes maior que o candomblé e dez vezes maior que o Judaísmo. Nasceu da visão profética de um adolescente nova-iorquino chamado Joseph Smith no começo do século 19. A ele teria sido revelado que Jesus Cristo ressuscitou na América do Norte. A bíblia dos mórmons é maior do que a dos demais cristãos. Ela foi acrescida do livro de Mórmon, o que valeu a eles décadas de intolerância e perseguição.

 

 

 

A RELIGIÃO ESTÁ PRESENTE EM MAIS DE 180 PAÍSES.

 

Salt Lake City, capital do Estado de Utah, é uma obra mórmon. A sede da igreja está situada no centro geográfico da cidade. A Praça do Templo é uma espécie de vaticano dos mórmons. Não é difícil distinguir os membros da religião que se dizem santos. As moças se vestem com muita discrição. Eles cultuam a virgindade até o casamento e não podem namorar enquanto estão servindo a igreja no trabalho voluntário das missões. O norte-americano Élder Canoy, 21 anos, nasceu em Dallas, terceira maior cidade do Estado americano do Texas e se voluntariou a percorrer a Capital cearense tendo como deveres ensinar, explicar, incentivar, batizar e zelar pela igreja. “Nossa missão é evangelizar e compartilhar a mensagem com todas as pessoas. Saímos para realizar nosso propósito que é de ajudar os seres a estarem mais perto de Jesus, sem distinção de cor, raça ou gênero” ressalta.

 

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que as famílias são eternas e, por isso, mantêm um registro no Centro de História da Família, acessível pelo site FamilySearch.org. É um serviço aberto a toda a população e muito utilizado pelos membros da Igreja - há cerca de 315 centros de pesquisa familiar no Brasil. Caso desejem descobrir a origem do seu sobrenome, cultura, tradições e por onde andaram seus familiares, mesmo os mais distantes, é possível localizá-los pela sua árvore genealógica.

 

HIERARQUIA DA IGREJA MÓRMON

 

PRESIDENTE

 

Thomas S. Monson. Ele é auxiliado por dois conselheiros — Henry B. Eyring e Dieter F. Uchtdorf. Juntos, eles compõem a Primeira Presidência da Igreja (de modo bastante semelhante a Pedro, Tiago e João, após a morte de Cristo).

 

DOZE APÓSTOLOS

 

A Igreja é comandada pelos 12 Apóstolos, escolhidos pelo presidente. O mais velho deles é seu sucessor natural.

 

QUÓRUM DOS 70

 

Autoridades responsáveis em cada região do mundo em que a Igreja atua.

 

No Brasil, a estimativa é que exista 1,1 milhão de fiéis. Há mais de mil capelas da igreja em todos os estados da nação e 7 templos que estão em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Campinas, Curitiba, Manaus e Fortaleza.

 

A Igreja desenvolve em vários países diversas ações humanitárias e possui um dos maiores centros de ajuda humanitária do mundo, como a doação de cadeiras de rodas, entre outros serviços. Também desenvolve o Programa “Mãos que Ajudam”. No Brasil, são centenas de ações comunitárias realizadas anualmente.

 

 

 

A ROTINA DOS MÓRMONS

 

A rotina do norte-americano Élder Canoy e do peruano Élder Cruz é regrada pela Igreja de segunda a domingo, de 6h30 às 21h. Na segunda-feira, os jovens utilizam o dia para realizar faxina em casa, compras e outras atividades livres. De terça a sábado, ambos acordam às 6h30. Tomam desjejum, mas sem café, pois segundo o livro a “Palavra de Sabedoria” da Igreja, Deus condena o consumo de café e chá preto, mantendo o corpo saudável e forte. Das 8h às 10h, ambos realizam estudos bíblicos, voltados para discussão sobre a palavra e a ressurreição de Cristo.

 

Uniformizados com blusas e calças sociais, gravata, placa de identificação no peito e com uma bolsa cheia de informativos, os jovens membros da Igreja, servem uma missão de tempo integral por dois anos, levando aos cearenses inicialmente, como eles acreditam ser, a verdadeira igreja e a chamada expiação do evangelho de Jesus Cristo, sacrifício que Jesus Cristo fez para ajudar-nos a vencer o pecado, a adversidade e a morte.

 

Batendo de porta em porta, como se fossem vendedores, Canoy e Cruz, pedem espaço e tempo do fortalezense para escutar, mesmo que por alguns minutos, a palavra de ressurreição e salvação. Em dias de sol e chuva, a peregrinação ocorre normalmente pelos bairros do Benfica, Bom Futuro, Damas, Jardim América e Montese. Treinados pela Igreja a responder aos mais diversos questionamentos dos brasileiros, explicam através do “O livro de Mórmon”, que a expiação foi o sacrifício da morte e o sofrimento de Jesus Cristo pelos pecados de todos os seres humanos que haviam vivido ou que ainda viverão na Terra.

 

Ambos falam um português carregado no sotaque espanhol e no inglês, mas compreensível para os cearenses. Eles aprendem o idioma logo na chegada ao Brasil, na cidade de São Paulo, em um Centro de Treinamento, onde os jovens aprendem a realizar o chamado proselitismo, ou seja, a doutrinação religiosa. “Fazemos a evangelização e compartilhamos a mensagem com todas as pessoas. Saímos para realizar nosso propósito que é de ajuda os seres a estarem mais perto de Jesus, sem distinção de cor, raça ou gênero”, conta o peruano.

 

 

Fonte – Diário do Nordeste

 

 





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