11 de Janeiro. Martírio do Padre Pinto – SJ

No dia 11 de janeiro é celebrada a memória do martírio do Padre Francisco Pinto – SJ. Primeiro Missionário do Ceará e, responsável pela missão evangelizadora que inspirou a criação da Aldeia Paupina – hoje este núcleo corresponde a Matriz de Messejana. Muito venerado pelos Potiguares que foram catequisados pelo Pe. Pinto – SJ, estes indígenas que o chamavam de “Pai Pina” ou “Paupina” – daí o nome do aldeamento primitivo. Também os nativos tinham a crença que o “Paupina” fazia chover; em várias literaturas da época e nas memórias jesuíticas no Brasil são retratadas este fenômeno climático que aconteceu por “intercessão” do Padre Pinto e testemunhado pelos locais, que na língua tupi era um “Amanaiara” (senhor que faz chuva).
Em sua jornada pelo Ceará nos idos de
Seus despojos foram trasladados para aldeia “Paupina” por seus “filhos indígenas” potiguares; no lugar pioneiro de sua catequese; permanecendo repousado em solo que se tornou depois uma ermida, e concentrou o catolicismo na região, no que viria a se tornar a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Messejana. Em 1614, o Padre Gomes – SJ tentou levar seus restos mortais para o Colégio Jesuítico de Salvador (sede da Província Jesuítica no Brasil), sendo impedido pelos indígenas, e quando o mesmo se queixou a Martim Soares Moreno solicitando intervenção do “1. Capitão-Mor” para efetivar “a posse do Padre Pinto” para “os cuidados” da Companhia de Jesus; Moreno salientou que não haveria de contrariar os naturais que tanto o amavam (in História Eclesiástica do Ceará, Geraldo Nobre).
Na sacristia da Catedral Basílica de Salvador existe um acervo de pinturas no teto que retratam “os medalhões Jesuítas”; dentre os quais o fundador da Companhia Santo Ignácio de Loyola; São José de Anchieta (Apóstolo do Brasil); e particularmente o Padre Francisco Pinto – SJ martirizado. Atualmente, muitos admiradores do “Paupina” desejam a sua beatificação e canonização futura pelo Papa Francisco.
Em 2009, foi instalado um memorial dedicado ao Padre Francisco Pinto – SJ, quando foi recebida uma homenagem dos Açores (Pe. Pinto era natural de Angra, 1552) com seus maiores símbolos: “Real Coroa e Bandeira do Espirito Santo”. Desde sempre – da Paupina à Messejana – Padre Pinto é fonte inspiradora para a Evangelização – Comunhão e Fé.
Fonte - Adauto Leitão - Historiador, Acadêmico-Fundador E Diretor Da Acecult