Campanha da Fraternidade

 

 

 

 

A Campanha da Fraternidade na Arquidiocese de Fortaleza foi aberta na última quarta-feira, dia 6 de fevereiro, no Centro de Pastoral “Maria Mãe da Igreja”, pelo arcebispo metropolitano de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques. A Campanha da Fraternidade 2008 apresenta como tema “Fraternidade e Defesa da Vida” e como lema “Escolhe, pois, a vida”. O objetivo é defender e promover a vida humana, desde a sua concepção até a sua morte natural.

 

Em sua palavra de abertura, Dom José Antonio declarou que a Campanha da Fraternidade deve ser um momento de reflexão, diálogo e descoberta de energias comuns para realizar um bom trabalho. Ele disse ainda: “Temos que defender a vida, protegê-la desde sua concepção até a morte, porque ela está sendo ameaçada a cada instante. A Igreja coloca o debate para toda a sociedade”.

 

Miguel Brandão, secretário executivo de pastoral e membro do Fundo Arquidiocesano de Solidariedade, fez uma breve memória das Campanhas da Fraternidade e lembrou alguns frutos palpáveis: o surgimento ou fortalecimento de algumas pastorais sociais, a partir de temas das CFs, a realização das Semanas Sociais Brasileiras, do Grito dos Excluídos, que discutem e pautam a sociedade com temas relevantes para a vida do povo brasileiro. Falou também sobre o Fundo Arquidiocesano de Solidariedade, fruto da Coleta do Domingo de Ramos, que apóia ações concretas das comunidades na linha temática da CF e diversos trabalhos das pastorais sociais.

 

Em seguida aconteceu a entrevista coletiva. Apresentamos trechos de algumas respostas a perguntas dirigidas aos membros da mesa:

 

Dom José Luis Sales, bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza, disse: “A Campanha da Fraternidade não é só da Igreja Católica. É uma reflexão para toda a sociedade, nas escolas, associações comunitárias, organizações não governamental, governos”. Aproveitando a presença da mídia, sugeriu que os meios de comunicação promovessem um amplo debate sobre a defesa da vida, quem sabe, até com a realização de um Seminário sobre a mídia e a defesa da vida. Convidou os meios de comunicação a contribuírem na defesa da vida, sobretudo, dos mais fracos.

 

Dr. Geovane Tavares, advogado do Centro Defesa da Arquidiocese, disse que uma forma de contribuir na mobilização em defesa da vida é fazer com que as pessoas acreditem na busca dos seus direitos. Afirmou também que já existem muitas ações no campo da defesa da vida e que a Igreja é uma animadora nesse campo, com ações que a cada dia vêm reconquistando e defendendo a dignidade da pessoa humana.

 

A médica cardiologista Ana Aécia, que aceitou o convite para compor uma equipe de assessoria e participar da coletiva, declarou que como médica se sente muito feliz em compor essa equipe que tem como objetivo a luta pela defesa da vida. Comentou que é de suma importância na linha da temática dessa Campanha ter uma visão clara sobre a sexualidade, o respeito ao corpo, ao outro. É necessário estar atento a essas questões.

“Um ponto primordial nessa Campanha é a discussão, o debate sobre a eutanásia, mistanásia, distanásia e aborto (ver texto base da CF 2008, páginas 53 a 55). A Igreja Católica esta aberta ao diálogo, ao debate, mesmo tendo uma posição muito clara sobre esses temas”, disse Padre Brendan, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – Regional Nordeste I.

 

A coordenadora arquidiocesana da CF, Roselia Follmann, respondendo a uma pergunta, afirmou: “Este ano queremos realizar um importante seminário para aprofundar o tema. Queremos estudar, debater e valorizar as ações já existentes na defesa da vida. Na defesa do meio ambiente, que também é defesa da vida. Nesse sentido, é bom nos questionarmos como estamos trabalhando nos encontros paroquiais, nas áreas pastorais, missas e comunidades, como estamos trabalhando o viés ambiental. Ela disse ainda que “a defesa da vida ultrapassa qualquer denominação religiosa ou crença”.

 

O que é a Campanha da Fraternidade?

 

O percurso da Quaresma é acompanhado pela realização da Campanha da Fraternidade – a maior campanha da solidariedade do mundo cristão. Cada ano é contemplado um tema urgente e necessário.

 

A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos e as pessoas de boa vontade a concretizarem, na prática, a transformação da sociedade a partir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. Ela tornou-se tão especial por provocar a renovação da vida da igreja e ao mesmo tempo resolver problemas reais.

 

Seus objetivos permanentes são:

 

•despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum;

•educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor - exigência central do Evangelho;

•renovar a consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.

 

Os temas escolhidos são sempre aspectos da realidade sócio-econômico-política do país, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas que a Campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé tem o compromisso de restabelecê-la. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos dezesseis Regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades.

 

Qual a relação entre a Campanha da Fraternidade e Quaresma?

 

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando à transformação das injustiças sociais.

 

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é a maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

 

Coleta da Campanha da Fraternidade

 

Os Fundos Nacional e Diocesanos de Solidariedade (FNS e FDS), instituídos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na sua 36ª Assembléia anual, realizada em 1998, são constituídos pelas Coletas das missas e celebrações da Palavra realizadas no Domingo de Ramos em todas as igrejas católicas (paróquias, capelas, comunidades) do Brasil. Do total arrecadado, 40% são enviados ao FNS; 60% ficam nas dioceses. Desde sua implantação em 1999, o FNS e os FDS vêm tentando desenvolver uma prática inovadora de ação de solidariedade através do apoio a projetos de enfrentamento à pobreza e à miséria, de promoção e organização dos excluídos e excluídas, de iniciativas de mobilização popular para a superação das causas de exclusão.

O FNS é administrado pela Cáritas Brasileira. O FDS, em Fortaleza, é administrado por uma comissão arquidiocesana, constituída por três representantes das Pastorais Sociais, um das CEBs, um da coordenação da CF, um da Cáritas Arquidiocesana e um da coordenação pastoral da Arquidiocese.

 

Doações outras ao FNS podem ser feitas em qualquer época do ano pelo Banco do Brasil, ag. 3475-4, c/c: 41.000-4 ou pelo Banco Bradesco, ag. 0484-7, c/c: 66.000-0.

 

Fonte: Pascom da Arquidiocese de Fortaleza





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