Lições de um suicídio
Não chorem, não sofram, eu estou ABSOLUTAMENTE FELIZ!!! Era tudo o que eu queria: ter paz eterna com meu Deus... Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou
O trecho acima é parte da carta-despedida da atriz Leila Lopes, que se suicidou
A carta mencionada, pasmem, tem sido elogiada e propagada, como se fosse um exemplo de liberdade, um modelo a ser seguido. O conteúdo da mensagem quer passar a ideia de que a provocação da própria morte é uma forma de encontrar Deus e, ainda, um ato de coragem em busca da paz. Prefiro não pensar na forma como a exaltação à esta carta pode influenciar milhões de pessoas que pensam em dar cabo de suas vidas.
A verdade é que os conceitos de família, respeito ao próximo, noções de convivência em sociedade e principalmente de temor a Deus se perderam em uma geração que não aceita a existência de verdades eternas. Chega a soar ofensivo falar de Deus como resposta ao profundo vazio existencial experimentado pelo ser humano.
O mundo exige tolerância a qualquer tipo de pensamento, por mais absurdo que seja, mas se revela intolerante com aqueles que preservam um tipo de pensamento: o que reflete valores cristãos. É a intolerância dos tolerantes. Depois de assistir à prostituição de nossas crianças, à desestruturação das famílias, à degradação de uma sociedade viciada em drogas, dentre tantos outros males, não podemos aceitar calados à divulgação da ideia de que o suicídio é uma resposta à aflição, por mais intensa que se revele.
As pessoas de nosso tempo precisam saber que Deus nos ama e se importa conosco. Que Ele é real e seu carinho por nós não mudou ao longo destes milênios. Leila talvez nunca tenha ouvido Jesus dizer isto: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14: 6). Nem isto: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14: 27). Saber disso poderia tê-la impedido de buscar Deus e sua paz através da morte.
O amor de Cristo deve ser distribuído aos quatro ventos, através de nós, como “a” resposta ao sofrimento humano. É nossa missão divulgar a Palavra de Deus, de modo que ela se mostre relevante e fale aos corações atormentados bem mais alto que qualquer carta suicida.
Edilson Holanda
Do site da Igreja Batista Central