Renato Russo

Temos todo o tempo do mundo

 

 

 

Há 10 anos, o Brasil perdia um dos seus maiores ícones da música pop. Lágrimas foram derramadas por fãs de todo o País. Os jornais anunciavam: após um longo período de depressão, ausente dos fãs, Renato Russo se despedia desta vida, ainda novo.

 

Sua trajetória foi rápida. Partiu e deixou como herança para os fãs e para a Nação, um extenso acervo musical, com inúmeros versos e muitas metáforas. Independente do valor musical, as músicas de Renato Russo e da Legião Urbana permaneceram e, hoje, são obrigatórias para qualquer rodinha de violão. Quem não conhece pelo menos uma?

 

Poeta dos anos 80, ele era um filho da revolução, um burguês sem religião e, quem sabe, o futuro da Nação. Mas ele tinha quase certeza que não era deste mundo. Talvez, gostasse de São Paulo, de São Francisco e de São Sebastião. Talvez, gostasse de meninos e meninas. No fundo, ele era apenas um menino solitário, dono de um amor sublime. Confuso, solitário, frágil e vigoroso.

 

Sua única certeza era a necessidade de amar as pessoas. Amar de forma profunda, como se não houvesse amanhã.



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