Funk-se quem quiser

 

 

 

 

 

 

A Polícia Civil do Ceará decidiu proibir bailes funks e shows de grupos que toquem esse estilo musical em casas noturnas de Fortaleza, que passa a ser a única capital do país a não permitir os bailes. Alvarás não serão concedidos.

A proibição aconteceu na semana em que iria se apresentar na cidade o Bonde do Tigrão, um dos grupos mais famosos do momento.

 

Assim estava na estampada essa manchete em primeira página de um renomado jornal da capital alencarina, isso em setembro de 2001, caiu como uma bomba para muitos adolescentes que não tinham opção de lazer na cidade. Houve debates, audiências públicas, mas estava realmente concretizada a proibição, o funk em Fortaleza estava proibido, não se poderia mais em hipótese alguma realizar os bailes.

 

Sobre qualquer pretexto, resolvi tocar nesse assunto não para ter o meu revival, mas também com o propósito de esclarecer o que é realmente o funk, esse é o meu objetivo por hoje. Vamos lá... Apertem o cinto, voltamos à década de 80, Cidade... Rio de Janeiro - surgem grupos que passaram a inserir em cima de bases conhecidas como volt mix, letras, refrões que exprimem a realidade das periferias cariocas e começam a gravar os rap’s, alguns censurados na época como foi o melô da Funabem produzido pelo DJ Grandmaster Raphael, interpretado pelo grupo Força do Funk, outros apareceram na cena com letras que satirizavam o cotidiano como aconteceu com o rap do trem com o grupo a fúria, podemos citar o melô da mulher feia com m.c. batata. 

 

Em 1989 é lançando o disco Funk Brasil que teve até participações de artistas globais como foi o caso de Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães com a faixa melo do terror. Em 1995 o funk retorna com força total, com ajudinha da mídia é claro, surgindo artistas como Claudinho & Buchecha, m.c. gallo, Willian e Duda, Junior e Leonardo, era mais um Funk Brasil que chegava já em CD que na época não tinha uma grande comercialização,

 

Mas vamos voltar aqui para Fortaleza, quis só citar alguns precursores e apresentar o modelo do funk carioca. Sim, deixarei pra falar da diferença do funk carioca, para o funk americano em outra ocasião.

 

Por aqui surgiram as chamadas equipes de som, me perdoe se eu por ignorância esquecer alguma,irei tentar colocar o nome da equipe e seus integrantes,no final da coluna vamos refletir pra ver se valeu ou não nossa viagem.

 

A Turma do Circuito - Animadores: Glariston Oliveira (rádio & tv jangadeiro), Willian Hurt (97fm ), Décio Luiz, (Guido Maia (d&e entretenimento). Dj’s principais: Simpson (rádio cidade recife ), Camelo (atualmente produz remixers) e Cambota (produz e assina o projeto moral mix. Arroz com fumo - Animadores: Leno Mazen (atualmente tem um estúdio profissional ) Dj’s principais: Nenem e Cambota  - Agito Jovem - Animadores: toni de sá,fran silveira( diretor rede liderança) - Dj’s principais:junior on the best,jacaré(Rádio Liderança Quixadá) – Alternativa - Animadores: Iran Costa (Portugal) - Dj’s principais:Genilson (que era o proprietário e hoje trabalha com locação de equipamentos e iluminação.)

 

Gente, como foi bom esse tempo, Balneário, Clube da Caixa, Gigantão da José Bastos, Memphis Club, Diários... Opa ainda tem a super dance que tinha como animador o irreverente Banana que comandava um dos programas que eu particularmente mais gostava na antiga Rádio Cidade nas tarde de domingo que era o maluco, cidade louca tempos bons, o tempo que a gente curtia os Miami Bass... o O melô dodão, do relógio e tantos outras maravilhosas musicas que ficaram para sempre em nossas memórias, no meu caso elas estão também nos meus mp3. O tempo em que era saudável a gente ir para um baile desses, a moçada se juntava na pracinha de Messejana, na lanchonete central, quem lembra? Acho que a proibição dos bailes foi no mínimo radical, mas a violência tem que ser combatida em todos os sentidos, viva o saudosismo,viva os bons momentos,viva a musica em todos os formatos, ideologias e sensações.

 

Alex Ventura





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