Roberto Carlos - as manias do rei

O livro “Roberto Carlos em detalhes” de Paulo César de Araújo teve sua publicação interditada judicialmente pelo próprio Roberto em todo o território nacional. o pesquisador é um fã ardoroso e a sua obra apresenta Roberto Carlos sob tinturas leves em bem lisonjeiras traçadas por um admirador bem devotado.
Tivemos um oportuno acesso ao livro pela internet, e achamos por bem destacar uma parte bem curiosa da obra sobre as manias e superstições do cantor enumeradas pelo próprio autor com destaque. Aí vão elas.
Roberto Carlos obedece ao seguinte ritual de manias:
- não pronuncia palavras como azar e desgraçado.
- não canta palavras negativas como maldade e mentira.
- nunca passa debaixo de escada.
- sempre sai dos locais pela mesma porta que entrou.
- jamais volta a fita do gravador.
- nunca rabisca uma seta de cabeça pra baixo.
- gosta de números pares.
- não assina contratos e documentos importantes na lua minguante.
- não começa nenhuma temporada ou gravação de disco no mês de agosto.
- sempre deixa para as almas o último pedaço de comida que estiver comendo.
- não gosta das cores marrom e roxo.
- adora a cor azul, principalmente da tonalidade do jeans.
- não gosta do número 13, não anda de carro com 13 na placa, não senta em poltrona 13 de avião, não marca nada importante para o dia 13, e não gosta de ficar rodeado por 13 pessoas.
- adora o número 5.
- confessou a Ronaldo Bôscoli, um de seus colaboradores, que gosta de conversar com as plantas.
Exceções à regra
Contudo, Roberto Carlos estreou seu programa “Jovem Guarda, no dia 22 de agosto de 1965, na TV Record, contrariando uma de suas superstições.
Em 1980, o maestro Torrie Zito foi convidado pela CBS para fazer o arranjo das faixas do novo álbum de Roberto Carlos.
Zito se apresentou vestido de marrom num hotel
Mas se com o maestro de Sinatra a regra teve exceção, com o maestro brasileiro Chiquinho de Moraes não foi bem assim.
Em 1971, Chiquinho de Moraes trabalhava com Roberto Carlos, e depois do show tomou um porre homérico de vinho com uísque, e ao tomar o avião pequeno em porto alegre, sentiu que a bebedeira piorava com a viagem e capotou em sua suíte, para acordar na suíte reservada ao rei, que fizera a troca pelo fato da mesma ter cortinas e paredes marrons.
Roberto Carlos, contudo declara na obra de Paulo César de Araújo:eu não uso marrom, mas quem quiser falar comigo com uma camisa marrom, não tem problema. as pessoas exageram em determinadas coisas. eu nunca vou comprar um carro marrom, mas se nas outras cidades alugarem carro marrom para eu andar, eu ando.” manias de rei, portanto.
Luiz Antônio Alencar - eterno Big Brasa, músico e jornalista