Saúde bucal pode estar ligada
a risco de demência
Especialistas recomendam escovar os dentes uma vez por dia no mínimo
Quando o assunto é preservar a saúde mental, pequenos detalhes do dia a dia podem fazer toda a diferença. Prova disso é um estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society. Segundo a pesquisa, conduzida por uma especialista da University of California, nos Estados Unidos, pessoas que mantêm seus dentes e gengivas saudáveis têm um risco menor de desenvolver demência ao longo da vida.
Para chegar a tal conclusão, mais de 5.4 mil idosos foram acompanhados durante 18 anos. Todos faziam parte de uma comunidade de aposentados da Califórnia e tinham idades entre 52 e 105 anos. Nenhum deles apresentava traços de demência no início do estudo. Ao longo da análise, eles responderam questionários sobre os cuidados bucais que adotavam, a condição de seus dentes e se usavam dentadura. Ao final do estudo, 1.145 idosos haviam sido diagnosticados com demência.
Eles descobriram, então, que não é apenas o estado mental de um indivíduo que pode ajudar a prever seus cuidados bucais, mas sua saúde bucal também pode influenciar no risco de perder a capacidade cognitiva. Assim, os participantes que declararam escovar os dentes menos do que uma vez ao dia tinham uma probabilidade 65% maior de desenvolver demência do que aqueles que realizavam a higiene diariamente.
Os especialistas desconfiam que bactérias típicas de doenças nas gengivas podem migrar até o cérebro, causando inflamações no órgão. Assim, os danos causados antecipariam o surgimento de problemas mentais. Entretanto, os pesquisadores afirmam que não é possível afirmar que problemas bucais sejam a causa da demência.
Conheça outros fatores de risco para a demência
Um outro estudo feito por pesquisadores da San Francisco VA Medical Center, nos Estados Unidos, conseguiu mapear os seis principais fatores de risco da demência: sedentarismo, uso de álcool, depressão, tabagismo, diabetes, hipertensão na meia idade e obesidade. Entenda como eles podem afetar a saúde cérebro-vascular.
1. Síndrome metabólica
A síndrome metabólica eleva a incidência de AVC e aumenta o estresse oxidativo. Ela é a associação de doenças como obesidade, hipertensão, hiperglicemia, aumento do triglicérides e diminuição do colesterol bom (HDL). Juntos, eles podem elevar a perda da memória em até 40%.
2. Hipertensão
A intensidade com que o sangue circula no hipertenso acaba causando lesões nos vasos, inclusive nos do cérebro. Isso faz com que a oxigenação e a distribuição de nutrientes fique prejudicada, podendo afetar a saúde mental.
3. Tabagismo
O tabagismo acelera o processo de envelhecimento neurológico e pode causar atrofia cerebral, aumentando o risco de Alzheimer. As toxinas presentes no cigarro também são responsáveis pela morte de neurônios, o que acelera a degeneração cognitiva.
4. Álcool
O consumo de mais de duas doses diárias de álcool aumenta em quase 10% o risco de distúrbios neurológicos. No caso do alcoolista crônico, então, há perda de tecido cerebral, fazendo com que o cérebro encolha. Isso agrava problemas de esquecimento e perda de memória recente.
Fonte – Minha Vida