Especial "Não, Doutor": Não deixe que seu médico faça... - Parte VI

 

 

 

Coisas que você não deve deixar que seu médico faça

 

O Diário da Saúde está publicando uma série especial onde os médicos discutem procedimentos que, em muitos casos, podem ser evitados para o bem dos pacientes.

 

Parte 6. Não deixe que o seu médico... Tente ressuscitá-lo quando for essencialmente inútil.

 

Esta recomendação parece estranha, não é mesmo?

 

É claro que, quando você está morrendo, você não estará em posição de discutir suas opções com os médicos ao seu redor. Mas você pode antecipar o assunto enquanto ainda está saudável, fazendo uma declaração oficial se você não quiser que essas medidas extremas sejam tomadas nos momentos finais de sua vida.

 

Talvez você não saiba que muitos médicos são fortemente criticados ao colocar ordens aparentemente inapropriadas do tipo "Não ressuscitar" no prontuário de alguns pacientes.

 

Na verdade, é mais comum que eles errem fazendo o oposto - realizando procedimentos de ressuscitação em pacientes que têm pouca chance de sobreviver.

 

Receber procedimentos de ressuscitação não é uma boa maneira de passar seus momentos finais, diz o Dr. David Newman, médico de emergência no Hospital Mount Sinai (EUA).

 

Para ter alguma chance de sucesso, os médicos têm de bater no peito do paciente tão fortemente que eles costumam quebrar costelas e lacerar o coração e os pulmões: "É um ato invasivo, muito violento", diz ele.

 

É claro que a ressuscitação pode salvar vidas de pessoas que têm uma parada cardíaca súbita. "O problema é estendermos a ressuscitação para as pessoas que estão morrendo como resultado de processos que estão em curso há meses ou anos, tais como pacientes com câncer terminal," diz Newman. "Suas chances de sobrevivência são perto de zero."

 

Fonte – Diário da Saúde

 

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