AVC: rápido atendimento pode fazer toda a diferença
Reconheça os sintomas do problema e saiba o que fazer.
Este texto é sobre um detalhe que poderá fazer toda
diferença. Por exemplo, se fizermos uma pergunta simples a todos os leitores: "Qual a maior preocupação quando alguém reclama de uma dor forte no peito?", certamente, a maioria responderá infarto agudo do miocárdio - e sim, realmente é isso mesmo. Mas se fizermos a pergunta um pouco diferente: "E se subitamente uma pessoa parar de falar, ou perder a visão, a força muscular de um lado do corpo ou ainda a sensibilidade?" Neste caso, fica mais difícil e não são todos que acabam reconhecendo estes sintomas como a ponta de um iceberg, no caso, o Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Aliás, tanto o infarto agudo do miocárdio quanto o AVC nada mais são do que o mesmo problema, ou seja, o "entupimento" de artérias, só que no primeiro caso é afetado o coração e no segundo, o cérebro. E geralmente devido à mesma causa: pressão alta, colesterol elevado, tabagismo, aumento de peso e diabetes. Afinal, nossa circulação é como um único sistema de grandes e pequenas tubulações, e o mesmo processo que ataca as pequenas artérias do coração (coronárias) também acomete as artérias cerebrais. Não é à toa que quem teve um infarto agudo do miocárdio está em risco maior de desenvolver um AVC e vice-versa. Assim, todo cuidado é pouco.
E quando falamos de cuidado, o que precisamos fazer para não deixar o problema ficar maior? Veja, é preciso reconhecer os principais sintomas, e entender que uma característica fundamental do AVC é a sua instalação súbita. E súbito não significa ao longo de dias! Súbito, para os neurologistas, é contado
Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.
E o que fazer afinal? Simples, na suspeita de um AVC procure imediatamente um pronto-socorro - evite esperar para "ver se a sensação passa". E prefira hospitais onde preferencialmente você sabe que existe um serviço dedicado ao tratamento agudo do AVC.
Este é o detalhe que poderá fazer toda diferença.
ARTIGO DE ESPECIALISTA - ATUALIZADO EM 01/08/2014
Dr. Andre Felicio NEUROLOGISTA - CRM 109665/SP
Fonte – Minha Vida