Mente alerta protege grávidas contra depressão

 

 

 

Mulheres grávidas com histórico de depressão forte têm cerca de 40% menos probabilidade de recaída na depressão quando praticam técnicas de mente alerta – como meditação, exercícios de respiração e ioga - juntamente com a terapia cognitiva.

 

Muitas mulheres com preocupações sobre os efeitos colaterais e possíveis impactos para o desenvolvimento fetal gerados pelos medicamentos antidepressivos podem preferir uma intervenção não-farmacológica," destaca a Dra. Sona Dimidjian, da Universidade de Colorado (EUA).

 

"É importante para as mulheres grávidas que estão em alto risco de depressão contarem com alternativas de tratamento e prevenção," acrescenta a pesquisadora.

 

Terapia Cognitiva Baseada em Mente Alerta

 

Cerca de 30% das mulheres grávidas que enfrentaram a depressão no passado voltam a ficar deprimidas nos meses antes e após o nascimento dos filhos, de acordo com pesquisas anteriores.

 

No novo estudo, os pesquisadores constataram que a participação em um programa de "Terapia Cognitiva Baseada em Mente Alerta" reduziu a taxa de recaída para apenas 18%.

 

"Mente alerta tem a ver com prestar atenção à sua própria experiência momento a momento, de uma forma que está impregnada com uma abertura, curiosidade, gentileza e bondade para consigo mesma," explica a Dra. Dimidjian.

 

Depressão na gravidez

 

A Terapia Cognitiva Baseada em Mente Alerta - que combina a prática da atenção plena com a mais tradicional terapia cognitiva - tem-se mostrado eficaz na prevenção de episódios recorrentes de depressão na população em geral.

 

Mas poucos estudos analisaram o efeito dessas terapias e intervenções não-medicamentosas entre as mulheres grávidas, em parte porque se considera difícil recrutar participantes para estudos dentro do período de tempo relativamente curto de gravidez.

 

A Dra. Dimidjian conseguiu recrutar 49 grávidas com histórico passado de depressão, e 86% delas completaram todo o estudo. E ainda precisou dispensar um número ainda maior de grávidas que queriam participar do estudo mesmo sem apresentarem os critérios necessários - ter tido depressão.

 

"Eu fiquei surpresa com o nível de interesse, mesmo entre as mulheres que não têm um histórico de depressão," disse Dimidjian. "As mulheres grávidas sabem que vão ter esse evento que vai mudar suas vidas, e elas querem estar prontas."

 

 

Fonte – Diário da Saúde

 

 

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