Homenagem ao Padre Pinto

 

 

Açores doa símbolos à Igreja de Messejana.

 

Religião: Coroa e a Bandeira do Divino Espírito Santo, símbolos açorianos, ficarão onde estão guardados os restos mortais do missionário padre Francisco Pinto (Foto: Kelly Freitas). O legado do padre Francisco Pinto, como o primeiro evangelizador do Ceará, é reconhecido pelo Governo de Açores.

 

O Governo Regional dos Açores faz uma homenagem a memória do padre Francisco Pinto de Assis, 1º missionário açoriano a chegar ao Ceará em 1607, oferecendo à Igreja matriz Nossa Senhora da Conceição, em Messejana -, onde estão guardados os restos mortais do missionário português-, os símbolos açorianos: uma Coroa e a Bandeira do Divino Espírito Santo.

 

Em nota, o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos Manuel Martins do Vale César, afirma que os dois símbolos religiosos pretendem dar testemunho da gratidão dos açorianos de hoje pelo legado histórico do religioso, estreitar o intercâmbio e os laços de amizade entre os dois povos.

 

O pároco da Matriz de Messejana, padre Daniel de Sousa, disse que está acolhendo a doação do governo açoriano com grande satisfação e que significa a comunhão entre as igrejas católicas dos dois países. Além de revitalizar a memória do padre Pinto, a doação serve também para resgatar a fundação de Messejana dentro do contexto histórico da cidade.

 

Na visão do jornalista e pesquisador Adauto Leitão, padre Pinto pregou uma proposta de paz aos índios. Foi o símbolo da conciliação entre os jesuítas e os índios. Ele explica que o governo açoriano tomou conhecimento do legado de padre Pinto através da sua pesquisa científica sobre “O Março Zero de Fortaleza”, em que relata a chegada de Pero Coelho de Souza e de Matias Soares Moreno, em 1604, e do missionário açoriano, em 1607.

 

Pelo seu trabalho científico, o pesquisador cearense ganhou do Governo de Açores a Coroa e a Bandeira do Divino Espírito Santo. “Estou doando os símbolos açorianos para a Matriz de Messejana, onde estão guardados os restos mortais de padre Pinto”, salientou.

 

Adauto Leitão revelou que o trabalho de evangelização de padre Pinto se estendeu por toda a área ocupada por Pero Coelho e Matias Moreno, abrangendo desde a Barra do Ceará até o Mucuripe, incluindo também Porangaba, atual Parangaba, e a aldeia indígena de Paupina, hoje Messejana. “O nome Paupina é derivação indígena de Padre Pinto (Pai Pina), morto em 1608, na Ibiabapa, por outra tribo indígena”, esclarece o pesquisador.

 

De acordo com Adauto Leião, a homenagem será no dia 8 de março, data da primeira evangelização do padre.

 

Suelem Caminha - DN





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