Messejana: “Uma aldeia que virou cidade"
Remanescente de uma Aldeia de índios potiguaras, Messejana, que já deteve status de cidade, hoje se configura apenas como distrito de Fortaleza, fazendo parte assim do tecido urbano da Capital. Contudo, como lugar antigo que é, Messejana ainda guarda resquícios de épocas passadas como, por exemplo, parte da casa que abrigou o romancista José de Alencar em sua infância e a Igreja Matriz que encontra-se no mesmo local desde o século XVIII. Além dos aspectos arquitetônicos, Messejana, através da bonita imagem e relevante significado de sua Lagoa, serve de ícone para a representação da natureza que insiste em sobreviver a modernidade. Dessa vez exploramos em meio ao caótico trânsito e ao desenfreado crescimento de sua área central, as nuances da metamorfose de uma aldeia que virou cidade.
Para este percurso foram convidados dois moradores de Messejana, pai e filho, que se dedicam à memória do espaço em que aprenderam a maior parte de suas experiências sociais. Francisco Edmar de Freitas - Poeta; Formado em Letras pela UECE; Pesquisador da História de Messejana; Pres. da Associação de Moradores de Messejana - AMME; autor de “Messejana, um lugar mágico” e “Poemas de Amor Messejana”. E Felipe Alves de Freitas Neto - Graduando em História pela UECE; Pesquisador da História de Messejana e atualmente concluindo a monografia: "Muito além dos muros do Forte" - as dinâmicas que propiciaram a anexação do antigo município de Messejana a Fortaleza em 1921 e os seus desdobramentos.