Mudança em retorno desagrada população de Messejana

 

  

A Avenida Washington Soares é um exemplo de como não se deve construir uma via, tendo em vista as inúmeras modificações que nela foram feitas e ainda não está a contento da população. O fechamento dos retornos da Av. Washington Soares desagradou muita gente.

 

Realmente a situação piorou muito para quem mora em Messejana e o pior: a população local, de Messejana, não foi consultada.

 

 

Sinalização boa, caminho sem buracos, via larga. As intervenções feitas na avenida Washington Soares têm facilitado o tráfego da rodovia. O que tem complicado mesmo o cotidiano de quem passa por lá dia a dia é o fechamento de alguns dos principais retornos da via, feito pelo Departamento de Edificações e Rodovias (DER). Um em frente ao Centro das Tapioqueiras e do Artesanato, em Messejana, e outro mais à frente, na avenida Izabel Maia e Silva Alencar, no Alagadiço Novo, têm gerado aborrecimento em quem tem de passar por ali.

 

Mudanças prejudicam moradores de Messejana

 

O caminho ficou mais longo, porque ficou mais longe encontrar outro retorno. Para a comerciante Eliana Santos Lima, que trabalha no Centro das Tapioqueiras, as vendas diminuíram desde que o retorno em frente ao local foi fechado, no fim do mês de maio. “Todo cliente reclama que está difícil agora vir para cá”, lamenta. Como o período é de férias, o lucro na loja da Eliana deveria ser bem maior, acredita ela, mas caiu. E ela credita boa parte do prejuízo à dificuldade em chegar ao local.

 

Prejuízo

 

O outro retorno, a que Eliana se refere, fica a um quilômetro do Centro das Tapioqueiras. Ida e volta, são dois quilômetros. “A gasolina que a gente gasta indo e voltando é demais”, reclama Ana Hermínia Costa Leite, que trabalha próximo ao local e mora a três quarteirões dali. Ela não arrisca ir a pé por conta da falta de segurança.

 

De acordo com o André Pierre, coordenador de Engenharia Rodoviária do DER, o problema eram os constantes acidentes nos locais onde os retornos foram fechados. “O acesso às tapioqueiras era feito na contramão”, explica o engenheiro. O outro retorno fechado, no sentido de quem vinha do Cambeba, provocava um congestionamento enorme na área, de acordo com André Pierre.

 

No local, ele cita que será instalado um semáforo, quase em frente à Casa José de Alencar. O coordenador lembra que a distância que se anda, como criticado pelos usuários, tem de ser entendida como algo necessário à metrópole: “Temos de pensar como cidade grande. Aqui, a gente tem muito esta cultura de que tudo tem de estar na porta da casa da gente”. 





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