A Infelicidade – Sentimento de prisão

 

 

 

 

 

Gilson Moreira

 

 

Olhe no espelho e conheça a pessoa responsável pela sua felicidade ou infelicidade.

A infelicidade é um sentimento de prisão que só a própria pessoa percebe e tem ao mesmo tempo a obrigação de libertar-se para alcançar a felicidade.

 

É preciso libertar-se da idéia de viver em função da admiração dos outros e para isto, você faz uma representação em parte da sua vida e o torna infeliz porque está deixando de lado seus próprios sentimentos o que não conseguirá ser feliz valorizando mais a opinião dos outros.

 

A infelicidade entra na vida de alguém quando essa pessoa se limita a esperar a felicidade sem fazer nada para alcançá-la, mesmo sabendo que a felicidade é feita de pequenas coisas que acontecem de repente e podem até passar despercebidos. Mas que são capazes de fazer adultos e crianças sentirem a mesma alegria.

 

Para alcançar a felicidade, você precisa surpreender primeiramente a você mesmo e não aos outros, cultivando o hábito da felicidade e alegria, o bom humor, o sorriso, a paciência, sem desconsiderar que as pessoas reconheçam seu talento, suas habilidades.

 

Devemos ter o precioso dom de levar a alegria por onde passar, sem necessidade de criticar constantemente as outras pessoas e tornando-se aquele amigo fiel com o ombro amigo para toda a hora, principalmente quando mais se precisa.

 

Mesmo com todos os problemas enfrentados e em superação na graça de Deus, precisamos levar a paz e deixando o outro sorrindo pra vida, e você guiado por Deus ser fonte de água viva.

 

Citando Meister Eckart, monge alemão (1.260-1.328), teólogo e místico, Provincial da ordem dominicana, seguidor de São Tomás de Aquino, tendo seus escritos estudados por Santa Tereza e São João da Cruz: “Quem tiver em si a plena vontade de Deus e os seus desejos, também tem a alegria. Só a experimenta quem tiver a própria vontade plenamente uma com a vontade de Deus. Que Deus nos conceda essa união de vontades. Amem”.

 

O apóstolo Paulo nos diz em 1 Cor 15,19: “Se é só para esta vida que  temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens , os mais dignos de lástima”. E em outro versículo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e também é vã a vossa fé” – 1 Cor 15,14. As pessoas mais infelizes do planeta são as descrentes, ou seja, não acreditam na ressurreição de Cristo nem na sua própria ressurreição. Para eles não há esperança depois desta vida, bem ou mal, a nossa existência acaba aqui e pronto. Por essa razão, não será difícil compreender que as pessoas mais infelizes do mundo não são necessariamente as que não têm o que comer, o que vestir e onde morar. Nem as que perderam todos os seus bens de uma hora para outra, as que perderam seus entes queridos para sempre, as que perderam braços ou pernas em algum acidente nem as que perderam definitivamente a saúde estão à espera da morte.  Sem a ressurreição de Cristo tudo desmorona. Então, os que ainda vivem permanecem em seus pecados e continuam sobrecarregados, sob o peso da mão do Senhor, da culpa, da condenação, e a caminho da eterna separação de Deus. 

 

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