Não deixe as feridas do passado envenenarem o presente

 

 

 

 

Gilson Moreira

 

 

 

Pelo temperamento tão diversificado, são muitas as nossas reações às ofensas que atribuímos serem detonadas pelos  outros e  nos atingem de forma muitas vezes imprevisíveis.

 

Vejamos algumas delas para nos situarmos nas feridas do passado e refletir um pouco à luz da misericórdia divina evitando o envenenamento e a contaminação  do nosso presente: raiva, briga, “não levar desaforo pra casa”, não se humilhar, “pagar na mesma moeda” e tantas outras mais que tem como conseqüência fragilizar a nossa saúde e tornar a nossa vida praticamente insuportável.

 

O PERDÃO precisa ser incluído e mais ainda, encabeçar essa lista.

 

O PERDÃO é a única atitude que ajuda a curar o coração ferido e reorganizar a nossa história, obtendo a graça de não perder de vista  as coisas boas da vida, passando dessa forma a enxergar a vida e os acontecimentos com os olhos mergulhados na graça de Deus.

 

Todos nós necessitamos de coragem moral e psicológica para enfrentar o dia a dia da melhor forma possível, para isto precisamos de cura interior que não existe sem a experiência do perdão; ou se perdoa e se recebe a cura ou não se perdoa e a cura ficará longe do coração ferido.

 

Sabemos que a grande maioria das pessoas, levando em consideração o que destacamos  anteriormente, tem uma pergunta: Como perdoar com o coração ferido? Acreditamos que é uma decisão e não um sentimento e que a cura interior não acontece por mágica , sendo o fruto de esforço e sacrifício.

 

A nossa decisão, com certeza, terá como meta evitar o envenenamento da nossa vida presente, e tendo a convicção que perdoar não é deixar de sentir, de aniquilar os sentimentos, e que ninguém perdoa uma ofensa grave de uma hora para outra. É possível perdoar uma pessoa e continuar sentindo tristeza no coração, mas revestindo este sentimento pelo Espírito Santo, a graça acontece. 

 

Não deixe as feridas do passado envenenarem o presente. Para isto, é preciso externar o perdão, nem que seja falar em voz alta: Eu perdôo ! Para você mesmo, no banheiro, no carro, de forma que você possa ouvir, falando várias vezes. O ideal seria poder proclamar o perdão para quem nos ofender, mas nem sempre é possível. A pessoa pode não querer ouvir o perdão, ou mora longe, ou já tenha morrido. Não tem problema, o importante é você falar diante de Deus, na certeza da cura e da restauração. Sua decisão de perdoar tem que ser maior do que a omissão de quem provocou a ofensa.  

 

Da parte de Deus, todo ser humano só pode esperar e desejar aos outros graça e paz , que é uma oferta de experiência da cura física , psíquica, afetiva, espiritual, emocional, cultural, e muito mais, pois a paz atinge todas as dimensões da vida.

 

Quem busca a paz vive em plena harmonia consigo mesmo, com os outros, com a natureza e com Deus.

 

 

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