Acolhidos e Acolhedores

Frutos da face de Cristo

 

 

 

 

Por Gilson Moreira

 

 

 

Seminários, Congressos, Cursos de Formação, mexem com o interior das pessoas que buscam a espiritualidade, e aproveitam estes momentos especiais para entregar as suas misérias, os seus desconfortos, as suas indesejáveis dependências, os seus impossíveis e tem também por finalidade reavivar a chama do Espírito em tantos irmãos e irmãs perseverantes na fé.  São ocasiões que complementam o entendimento da necessidade de “amar uns aos outros como eu vos amei”, renovando e despertando o batismo do Espírito Santo recebido na Santa Igreja Católica nos primeiros meses de existência e confirmado através do Crisma já na idade do entendimento.

 

“Oh! Como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos” – Salmo 132. Vale a pena destacar o rodapé da Bíblia Ave Maria: “A união entre os irmãos é um penhor de prosperidade sob a condição de que tudo venha do alto.”.

 

O ser humano precisa do outro para sobreviver. Observe que na sua existência você faz parte de uma variedade de grupos, às vezes, mesmo sem perceber o valor para a sua vida: Na família, na vizinhança, no Trabalho, na Escola, no Clube, na Comunidade Religiosa, na Igreja, enfim, praticamente todas as atividades do dia a dia, envolvem a convivência com outras pessoas.   Pode-se afirmar que é um instinto humano de pertencer a um grupo para satisfazer nossas necessidades, entre elas, o bem estar de sentir-se adaptado, integrado, acolhido para em seguida incluir os nossos semelhantes no nosso dia a dia.    Não é difícil entender que o ser humano busca ter melhor qualidade de vida, identificando-se os valores de cada grupo, adaptando-se a eles com mais facilidade de sentir mais acolhimento.

 

Alem dos aspectos individuais, pertencerem a um grupo pode desenvolver iniciativas que beneficiam e incluem muita gente.    Sentir-se integrado ao lugar onde você trabalha, mora , se diverte, reza, garante equilíbrio emocional e dá sentido até às atividades mais simples.   Lembrando-se sempre que o que faz a vida ser agradável é aceitar, admirar e administrar as diferenças, tentando olhar as pessoas sem julgar apressadamente.

 

Baseado nestas considerações, e reconhecendo a espiritualidade um fator indispensável no caminho para viver em paz, pertencer a uma Comunidade Católica, produz um efeito muito maior do que qualquer outro agrupamento, devido o maior aprofundamento na palavra de Deus e utilização de seus dons e carismas.

 

Citando como exemplo, a Comunidade Face de Cristo, as pessoas que ali se aproximam sentem-se acolhidas e encontram pessoas acolhedoras, que falam a mesma língua, que nos mais variados ministérios, recebem com o coração, o sorriso, a face de Cristo, no exercício pleno da unção recebida, alem das missões existentes pelo Brasil afora, e a todos os que buscam um instrumento de conversão.

 

A chegada de uma pessoa na Comunidade tem a mesma alegria que a chegada dos hebreus à Jerusalém, como está escrito no Salmo 121: “Que alegria quando me vieram dizer - vamos subir à casa do Senhor. Por amor de meus irmãos e de meus amigos, pedirei a paz para ti. Pedirei para ti a felicidade.”.

 

Muitos são arrebatados pelo desânimo, e sem querer vêem adormecidos esses dons recebidos e quando adentram nas comunidades católicas, sentem acender este fogo do Espírito Santo paráclito derramando sobre cada um, portanto sobre todos nós.

 

“Existem frutos dos ensinamentos recebidos que por algum motivo tiveram que se afastar desse convívio, sejam por mudança de domicílio, ou mesmo incompatibilidades de horários, estão sendo fiéis à palavra de Deus em outros locais:” Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: Devo conduzi-las também” –Jesus demonstra claramente sua preocupação com a salvação de todos.

Cabe unicamente a você, sentir a força transformadora de acolher e de ser acolhido nas comunidades católicas, descobrindo toda obra de restauração que o nosso Deus fez e continua fazendo na nossa história de vida.

 

 

 

E-mail: programavidanova@yahoo.com.br

 





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