Oração – parte oculta da eternidade
Gilson Moreira
Na vida humana temos tempestades e bonanças; atravess
amos períodos de entusiasmo e outros de desesperança. Acontece que depois das grandes tempestades ao invés da bonança esperada, costumamos fechar a alma para balanço e colocar uma porta que torna intransponível até o diálogo com Deus.
Nessa alternância sentimos a luz do céu brilhar na nossa vida, mas também passamos por períodos durante os quais o céu parece vazio.
É a oração que compensa a nossa instabilidade e nos leva para o único em condição de abrir os horizontes para resolver as grandes dificuldades: Jesus. É ao mestre que devemos com freqüência tudo agradecer. O nosso esforço em buscar a Deus tanto quanto podemos é que assegura a cura da nossa frieza, do nosso relaxamento.
Não importa a situação em que estamos, mesmo quando consideramos que a nossa oração está tão debilitada, como fogo de palha, sem brasa, vamos inserir na nossa vida o costume da oração que cria uma facilidade, pois se esperarmos o momento favorável , ideal, não rezaremos nunca.
Não são apenas as circunstâncias materiais, nossos temperamentos, nossas condições de vida, ou a falta de tempo que nos impedem de rezar. A busca de Deus acontece também através da dor, do sofrimento, da desolação e mesmo da angústia, nas profundezas do nosso abismo.
Precisamos ousar implorando precisamente a misericórdia de Deus. O Salmo 51,6 nos diz: “Pois é contra ti, e só contra ti, que eu tenho pecado, fazendo aquilo que é mau perante teus olhos”.
Certas pessoas agradecem ao mesmo tempo em que pedem, tão certos estão de serem ouvidas. È uma confirmação de que o Deus misericordioso age e nossa cura acontecerá com a sua luz forte no local onde estamos feridos.
A Oração é de fato a parte oculta da eternidade, onde estamos a colocar o céu diariamente na nossa existência e a vida reencontra sua motivação.
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FM Dom Bosco 96.1 – Aos Domingos – 15 horas.
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