O Senhor desata os que estão em grilhões
Gilson Moreira

Para muitos que não centralizam a vida em Deus, vivem o presente alheios à misericórdia divina e por essa razão o futuro provoca inquietação e o pesadelo do passado traz sustos e não conseguem dissipar a mistura do desalento e desespero.
O que está de fato acontecendo é uma prisão, uma algema nos sentimentos, pela falta de abertura ao sagrado, razão pela qual devemos ter o cuidado de que o esfriamento de cada um de nós aos princípios religiosos ameace desfazer os alicerces da paz interior.
“O Senhor desata os que estão em grilhões” diz o salmista, logo é necessário evitarmos o afastamento de Deus e também a procura com ânsias de infinito por algo que apague a sede.
A conseqüência é a cruz da vida insuportável e sem saber para onde dirigirmos olhar, poderemos ir em busca de novos de deuses na lama suja dos caminhos.
Muitas pessoas reclamam da solidão quando sabemos que para o bem e para mal, a solidão é da condição humana que sente a necessidade de relacionamentos de todas as formas: afetivas, intelectuais, verbais e não verbais.
Logo é necessário usufruirmos a solidão como aprendizado para uma vida inteira e evitarmos que este sentimento seja vivido como sofrimento, predispondo a doenças como hipertensão, distúrbios do sono, problemas imunológicos, entre outros.
Descobrimos que nunca estamos sós e identificarmos as questões que estão por trás da sensação de vazio é uma forma de começarmos a revestir essa solidão, esclarecendo quais vínculos estão faltando na vida e confiar que o Senhor desata os que estão em grilhões.
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