Viver para Deus
Gilson Moreira
Para muitos, ao ouvir esta frase, vêm logo à mente que a pessoa que deseja “Viver para Deus” está renunciando a tudo na vida.

Não podemos esperar que fiquemos santos para procurar darmos o primeiro e decisivo passo na vida para Deus. E esta vida não significa apenas afastarmos do mundo e consagrar – se nas mais diversas e abençoadas comunidades com os seus carismas e dedicar-se exclusivamente para a oração e evangelização no Sacramento da Ordem, pelo Sacerdócio, ou por vivência nas comunidades de vida.
“Viver para Deus” significa, além disso, viver para as coisas criadas: para a profissão, para o progresso e o bem-estar humanos, para o cumprimento do dever, para a ciência, para o corpo e a saúde, para os grandes empreendimentos da sociedade, da igreja, da pátria e até dos “confins do mundo”.
No entanto, só devemos viver para essas coisas na medida em que, acima deles, acima de tudo que nos rodeia, o nosso olhar vai mais longe e contemple sempre o essencial: DEUS. E essa perspectiva estabelecerá a nossa verdadeira relação com as pessoas e as coisas, ante o trabalho, o sofrimento e as contrariedades.
Através do Profeta Jeremias, Jer 29,11 – “Eu tenho pensamento de paz e não de aflição”, o nosso Deus fez essa declaração para todos nós, que poderá ser levada a Jesus que foi a maior manifestação do amor de Deus por todos nós.
Quando expressa: ”Eu tenho pensamentos de paz”, mostra claramente a missão de Jesus que não veio para nos condenar e sim para salvar, perdoar, desculpar, trazer a paz e a alegria.
O reconhecimento nosso desta relação com o Senhor abrirá diante da nossa visão um panorama de profundidade e de luz, ausente de aflição.
Ao meditarmos nestas verdades, compreendemos um pouco mais a lógica de Deus, percebendo que o valor sobrenatural da nossa vida, depende da aceitação fiel da vontade divina.
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