Regimento Interno da Graça
O Senhor nosso Deus livremente concede a todas as pessoas, independente de merecimento, a sua graça e quer que cada um de nós conheça a plenitude deste atributo divino. A Graça de Deus é para todos e essa é a nossa esperança. A misericórdia divina sabe tudo que se passa em nossa mente e no nosso coração por isso independe dos nossos acertos e tendo a graça de Deus sabemos que supera a nossa imaginação e nos surpreende com uma nova chance através do perdão, quando descobrimos que estamos aqui porque temos a graça de Deus.
Em 2Cor 9,8 , S. Paulo nos apresenta que “Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência , superabundeis em tudo boa obra”.
Caso a reflexão sobre a Graça tivesse parado aqui, possivelmente muitas pessoas poderiam imaginar que estavam livres para a prática da vida religiosa, uma vez que a graça de Deus vem para todos. Para evitarmos essa conclusão e concretamente aproveitarmos os frutos da graça precisamos através das sagradas escrituras elaborarmos um “regimento interno” dessa perfeição de Deus em sua natureza que é exercida na salvação de todos nós.
Primeira: desenvolver a capacidade de aceitar a graça incondicional e o profundo amor de Deus.Este é todo o combustível de que precisamos para obedecer a Ele em troca;
Segunda:estarmos atentos para agir pela Graça concedida e contra as tentações da ignorância da vida interior à graça.
Terceira: a consciência de que não verdade alguma fora de Cristo! Não há Graça fora de Cristo!;
Quarta: todos nós temos o direito de receber a Graça de Deus, desde que reconheçamos o valor deste favor divino.
Quinta: temos o direito à Graça quando compreendemos, aceitamos e recebemos o amor de Deus revelado em Cristo.Em Jo1,17:”A lei foi dada por intermédio de Moisés, a Graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus.
Sexta: devemos louvar a Deus pela manifestação da sua graça, pelos benefícios que ela traz por estarmos arrependidos dos nossos pecados.
Sétima: temos a alegria de constatarmos que ninguém está numa posição irremediável se Deus quiser agir. O caminho ao céu não é uma estrada de pedágio, mas uma estrada livre, pela graça de Deus.
Oitava: a graça divina que nos ensina a esperar a manifestação da glória do altíssimo;
Nona: reconhecemos que a Glória de Deus refere-se à totalidade da vida humana e que devemos evitar a tentação de separar as coisas de Deus das coisas do mundo.
E como a décima “cláusula” deste “regimento interno” citaremos Dom Alberto Taqueira, arcebispo de Palmas - Tocantins: ”necessitamos anunciar e também escutar porque a graça tem um primado absoluto na vida cristã“.
Concluindo com São Pedro, 1Pd 4,10: ”Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu como bons despenseiros da multiforme Graça de Deus”.
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