Apostolado da confissão

 

 

Gilson Moreira

 

 

Para muitos de nós católicos o Sacramento da Reconciliação tem sido pouco procurado e inúmeras desculpas vão surgindo como justificativa.

 

Citando o querido e saudoso beato Papa João Paulo II que se expressou com muita inspiração a esse respeito: “Os confessionários espalhados pelo mundo, nos quais os homens manifestam os seus pecados, não falam da severidade de Deus, mas de Sua bondade misericordiosa. E os que se aproximam do confessionário, às vezes depois de muitos anos e sob o peso de pecados graves, no momento em que se retiram dele, encontram o alívio desejado; encontram a alegria e a serenidade da consciência, que fora da confissão não poderão encontrar em parte alguma”.

 

No Evangelho segundo São João, Jesus quando fala à mulher que pegaram em pecado usou de misericórdia: Vai e não volte a pecar! É uma comprovação do ministério do Filho do Homem, onde é o amor que tem o poder de restabelecer o que ficou perdido na história de cada um de nós. Reflitamos esta ação restauradora, onde o encontro com Jesus Misericordioso mudou a história daquela mulher no Evangelho e poderá acontecer também com a história de qualquer um de nós, pecadores, com uma nova oportunidade de construir a vida.

 

Jesus nos espera com misericórdia e nos oferece a condição de sermos instrumentos nas mãos de Deus que nos apresenta as inúmeras graças em recomeçar, que significa ter esperanças, renascer, reconstruir, deixando para trás o que não foi bom e guardando no coração as coisas boas que tivemos.

 

A graça de Deus nos é dada abundantemente no Sacramento da Reconciliação, onde o número perfeito do perdão é o infinito e ao sairmos da confissão o sentimento é de leveza, que poderá muito nos ajudar a melhor vivermos o cotidiano, nos inclinando à sublime experiência da outorga do perdão.

 

Esta condição nos evita de ficarmos escravos dos desejos de vingança, ressentimentos que equivalem na prática a impedir de drenar o veneno de nosso coração.

 

Que possamos no final da contrição sairmos com um olhar de esperança de um mundo novo e ao mesmo tempo enxergar nesse mundo o desejo de ajudar o nosso irmão e construir uma nova história. É preciso proclamar as maravilhas de Deus, porque “as palavras comovem, mas os testemunhos arrastam!

 

 

 

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FM Dom Bosco 96.1 – Aos domingos – 15 horas

 

 





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